Adepará treina médicos veterinários para ações emergenciais

O diretor-geral da Adepará, Luiz Pinto (c), explicou na reunião que o treinamento faz parte da estratégia de capacitação continuada do quadro de Fiscais Estaduais Agropecuários e Médicos Veterinários da Agência. Foto: Ascom / Adepará

O diretor-geral da Adepará, Luiz Pinto (c), explicou na reunião que o treinamento faz parte da estratégia de capacitação continuada do quadro de Fiscais Estaduais Agropecuários e Médicos Veterinários da Agência. Foto: Ascom / Adepará

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) iniciou, nesta segunda-feira (28), na Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), reunião do Grupo Especial de Atendimento Sanitário a Enfermidades Emergenciais ou Exóticas (Gease), com ênfase nos procedimentos de atendimento às doenças emergenciais em suídeos. O treinamento, que segue até sexta-feira (1), é voltado para os Fiscais Estaduais Agropecuários da Adepará, de outros Estados que compõem a Amazônia Legal e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa/PA).

A preparação dos profissionais é fundamental para dar resposta imediata, em caso de eventual surgimento de doenças, além de ser mais um requisito atendido para que o Estado do Pará seja reconhecido como Zona livre da Peste Suína Clássica. Esta atividade de avanço de área, está sendo desenvolvida em conjunto com os Estados do Nordeste brasileiro, sob coordenação do Mapa. A obtenção de mais esta certificação é uma oportunidade de diversificar a produção agropecuária do Pará, com maior desenvolvimento econômico e social dos produtores do Estado.

A reunião do Grupo Especial de Atendimento Sanitário a Enfermidades Emergenciais ou Exóticas enfatizou o atendimento às doenças emergenciais em suídeos

A reunião do Grupo Especial de Atendimento Sanitário a Enfermidades Emergenciais ou Exóticas enfatizou o atendimento às doenças emergenciais em suídeos

O Gease foi criado pela portaria Nº 1.699 de 2017, e objetiva prevenir, combater, controlar e erradicar as enfermidades emergenciais, além de organizar as ações de vigilância e de defesa sanitária dos animais na ocorrência de enfermidades e estimular a participação da comunidade nas ações de defesa sanitária animal.

O diretor geral da Adepará, Luiz Pinto, explicou que o treinamento faz parte da estratégia de capacitação continuada do quadro de Fiscais Estaduais Agropecuários e Médicos Veterinários da Agência. “A Adepará não tem medido esforços para manter seu quadro técnico atualizado, investindo em treinamentos e capacitação visando manter, assim, a qualidade sanitária do rebanho animal do Estado”, destacou o diretor-geral.

O objetivo final da reunião é traçar estratégias e planos de ação, aumentando o número de atendimentos às notificações de doenças, melhorando o nível de conhecimento e capacitação dos profissionais para que possam de maneira efetiva, prevenir e controlar a difusão de enfermidades, promovendo mecanismos que aumentem a competitividade, a produção e a renda do setor agropecuário do Pará.

O presidente da Faepa, Carlos Xavier, falou sobre a importância da qualificação dos médicos veterinários. “Quando houver ocorrência de um evento emergencial, teremos profissionais treinados e aptos a enfrentar este tipo de evento”, apontou. O superintendente do Ministério da Agricultura no Pará, Clésio Santana, defendeu a integração entre os órgãos em prol do desenvolvimento agropecuário no Pará. “Precisamos trabalhar de forma conjunta para que possamos fortalecer as entidades e garantir a segurança alimentar no estado”, destacou.

Segundo a médica veterinária e presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Pará, Maria Antonieta Priante, a Adepará é o órgão que possui o maior número de médicos veterinários. “Por ser um órgão com uma grande quantidade de veterinário, é fundamental investir na qualificação desses profissionais, de forma que se possa priorizar as ações técnicas, que é a missão da Agência”, disse.

A reunião técnica conta com aulas teóricas e práticas, palestras sobre atualização de doenças em suídeos, técnicas de necropsia, coleta e envio de material, estudos de casos e simulados de campo, priorizando o desenvolvimento do raciocínio epidemiológico através do domínio das ferramentas básicas do trabalho da vigilância epidemiológica.

Por Inara Soares

Sobre Manancial