Água Azul/ Certificação de produtos artesanais chega ao sul do Pará

O incentivo é dado pela Agencia de Defesa Agropecuária do Pará – Adepará

Momento da reunião em Água Azul

Momento da reunião em Água Azul. Foto: Manancial

Por/ Moraes Filho

Produtores rurais da região sul do Pará estão sendo incentivados pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), a emitirem a certificação de produto artesanal. Um produto registrado na Adepará tem trânsito livre no Estado e o reconhecimento pela qualidade. A certificação permite ampliar mercados, expandir as vendas, diferenciar e qualificar os produtos, desenvolver a confiabilidade dos consumidores e gerar riquezas para o agronegócio, principalmente ao pequeno produtor.

Nesta quinta-feira 10, foi a vez dos produtores rurais de Água Azul do Norte, na PA 279, se reunirem com técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). O encontro foi na sala de audiência anexo ao gabinete do Prefeito Renan Lopes Souto (PSC). Participaram do evento o gerente regional da Adepará, Dr. Clécio Witeck, a engenheira agrônoma Karen Belfort  da Gerência de Produtos Artesanais Vegetais e sua colega Glaucy dos Santos, gerente de Produtos Artesanais de Origem Animal, ambas da Adepará.

Secretário de Agricultura Zé Carlos e o procurador Jurídico, Dr. Diogo

Secretário de Desenvolvimento Rural, José Rodrigues Barros (Zé Carlos) e o procurador Jurídico, Dr. Diogo. Foto: Charles Dênes

As duas gerencias, tanto da área animal quanto da vegetal estão percorrendo todo o estado desde o ano passado, levando o conhecimento para a população para que possam se legalizar e sair da clandestinidade.

No sul do Pará, a equipe da Adepará se reuniu com produtores de São Felix do Xingu, Tucumã, Ourilândia e Água Azul, por meio da gerencia regional sediada em Tucumã. Os produtores tiveram palestras sobre a regularização de produtos artesanais de origem animal e vegetal.

“Foi um convite que nós recebemos para ministrar palestra e realizar vistoria para orientação técnica de produtores de polpa de frutas ”, disse Karen Belfort.

Glaucy, Dr. clecio, Karfem e integrantes da regional

Glaucy, Dr. Clecio, Karem e integrantes da regional. Foto: Manancial

Em sua avaliação, a Agricultura Familiar hoje em dia vem gerando emprego e trazendo recursos para dentro do Estado. “Então vai ter competitividade de mercado, pois partir de agora os produtores da agricultura familiar vão poder competir lado a lado com os das industrias, porque vão está legalizados”, explicou.

No que tange aos produtos artesanais de origem animal, Glaucy dos Santos, salientou que o objetivo é fazer com que o produtor possa se adequar às normas e, com isso, garantir que a população tenha acesso a produtos de qualidade.

Segundo ela o foco da gerência de produtos artesanais de origem animal é mapear os empreendimentos e principalmente tirar o pequeno produtor rural da clandestinidade. “Quando o produtor se legaliza, diversas oportunidades se abrem, não apenas de comercialização, mas através de financiamentos estaduais e federais, além de linhas de créditos específicas para estas modalidades”, explica.

No próximo mês de setembro a equipe estará de volta à região para fazer a vistoria junto aos estabelecimentos selecionados em Água Azul e nos demais municípios para que possam receber seus certificados da Adepará.

A regioanal de Tuicumã fez a doação de um GPS para a Secretaria de Agricultura do Município de Água Azul

A regional de Tucumã fez a doação de um GPS para a Secretaria de Agricultura do Município de Água Azul. Foto: Manancial

Dessa vez, em Tucumã, três estabelecimentos foram vistoriados e segundo Karen Belfort , estão 70% encaminhados para receberem o certificado de estabelecimentos aptos a vender a polpa de frutas.

Regulamentação

Considerada uma das principais apostas econômicas do governo, a produção artesanal paraense também possui um importante caráter social, principalmente porque é executada na maioria das vezes por pequenos produtores e agricultores familiares do interior do Estado.

Esse tipo de produção foi regulamentada no Pará em 2015, e atualmente  o Estado conta com mais de 60 estabelecimentos registrados junto à Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), que é quem executa no Estado a política de certificação dos produtos artesanais. Com a certificação, a expectativa é criar uma grande rede de produtores que trabalhem com produtos típicos do Pará, mantendo as características e a tradição do modo de fazer, como o queijo do Marajó, farinha de Bragança, entre outros.

Doação também de GPS a Secretaria de Agricultura de Tucumã

Doação também de GPS a Secretaria de Agricultura de Tucumã. Foto: Roney Widyamaior

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Reunião em Tucumã

Reunião em Tucumã

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