Empresário Celso viana se entrega à Policia Federal em Marabá

IMG-20170829-WA0117 - Cópia

A defesa do empresário já apresentou pedido de revogação da prisão preventiva no começo da tarde e aguarda pela liberdade de Celso Viana

O empresário Celso Pinheiro Viana, um dos alvos da Operação Asfixia desencadeada em junho de 2016, se entregou hoje, quarta-feira (30), na Delegacia da Polícia Federal de Marabá, após um ano considerado foragido. A operação cumpriu 51 medidas judiciais em Belém, Xinguara, Marabá e Parauapebas, sendo seis prisões preventivas, três prisões temporárias, nove conduções coercitivas e 35 mandados de busca e apreensão em empresas, cartórios, órgãos públicos e secretarias vinculadas às prefeituras dos municípios.

Ele e outro empresário, Josimar Eneas da Costa, o “Eletro”, conseguiram fugir no dia em que a operação foi deflagrada. Josimar Costa se entregou quatro meses depois. Procurado pelo Correio de Carajás, o advogado Odilon Vieira, que representa Celso Viana, informou que o cliente nega a existência de qualquer associação criminosa e sustenta que não cometeu crime. “Seu grande objetivo em se entregar às autoridades é poder provar que é inocente e colaborar o máximo com a Justiça Federal. Já apresentamos pedido de revogação da prisão preventiva no começo da tarde e esperamos que a liberdade seja devolvida”.

Celso Viana já passou pelo exame de corpo e delito no Instituto Médico Legal (IML) e foi transferido para o Centro de Triagem Masculino de Marabá, onde está recolhido após ter prestado depoimento na Delegacia da Polícia Federal.  O empresário responde a um processo após ser desvendado um esquema criminoso formado por empresários e servidores públicos acusados de fraudarem licitações para fornecimento de gases medicinais em Marabá e Parauapebas. Ele é proprietário de umas das empresas envolvidas.

Conforme as investigações, o crime era orquestrado desde 2013 e, em três anos, os investigados teriam faturado mais de R$ 30 milhões com as fraudes. Ao todo, são analisados cinco processos licitatórios, dois em Parauapebas e três em Marabá. Ainda em junho do ano passado, policiais federais apreenderam carros de luxo, aeronaves, uma lancha avaliada em mais de R$ 700 mil, além de uma fazenda com uma pista de pouso para jatos executivos. Todos os bens estão avaliados em R$ 10 milhões.

Respondem ao processo, além Celso Viana e Josimar Costa, Wesley Rodrigues Costa Barreto, Elaine Maria Mendes, Maria Sampaio de Freitas Gomes e Adeildo Santos de Azevedo. Dentre os crimes pelos quais os envolvidos podem ser condenados estão associação criminosa, estelionato, falsificação de documento, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, agiotagem e fraude em processos licitatórios. (Com informações de Luciana Marschall)

Sobre Manancial