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Política

22/09/2018 ás 23h56 - atualizada em 23/09/2018 ás 00h21

Moraes Filho

Xinguara / PA

Pesquisas: A 15 dias da eleição, Halder Barbalho e mais 5 governadores podem vencer no 1º turno
Na ultima pesquisa Helder chegou a 47% e seu concorrente apoiado pelo PSDB do governador Simão Jatene, teve 15%.
Pesquisas: A 15 dias da eleição, Halder Barbalho e mais 5 governadores podem vencer no 1º turno
Alan Marques/Folhapress

Ana Carla Bermúdez e Bernardo Barbosa /Do UOL, em São Paulo


Alan Marques/Folhapress


A exatos 15 dias do primeiro turno das eleições deste ano, dez candidatos a governador têm chances de serem eleitos já nesta primeira fase da disputa, sendo que seis deles já ocupam o governo e buscam a reeleição. O levantamento foi realizado pelo UOL com base nas pesquisas mais recentes divulgadas pelos institutos Ibope (para cada estado) e Datafolha (fez apenas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Pernambuco). Além da intenção de votos total, foram analisados os percentuais de votos válidos.


Os seis governadores que lideram com folga as pesquisas e podem ser reeleitos são: Renan Filho (MDB), em Alagoas; Rui Costa (PT), na Bahia; Camilo Santana (PT), no Ceará; Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão; Wellington Dias (PT), no Piauí; e Mauro Carlesse (PHS), no Tocantins.


Os outros candidatos que sairiam vitoriosos já em 7 de outubro, segundo as pesquisas, são Renato Casagrande (PSB), no Espírito Santo; Helder Barbalho (MDB), no Pará; Ratinho Júnior (PSD); no Paraná; e Ronaldo Caiado (DEM), em Goiás.


Nesse cenário, o Nordeste é a região que mais concentra candidatos que podem ser eleitos já no primeiro turno – são eles Renan Filho, Rui Costa, Camilo, Dino e Dias.


Em todo o Brasil, 20 dos atuais 27 governadores buscam um segundo mandato, mas só metade deles aparece na frente nas pesquisas e despontam com boas chances de continuar no poder –alguns enfrentam dificuldades até em alcançar votos suficientes para chegar ao segundo turno.


As disputas


Nordeste


Em Alagoas, Renan Filho deve se reeleger com facilidade no primeiro turno. Ele apareceu com 65% das intenções de voto no Ibope divulgado em 20 de setembro – a primeira pesquisa após a desistência de Fernando Collor de Mello (PTC) da disputa. O emedebista é apoiado pelo PT. O segundo colocado foi Josan Leite (PSL), do partido do presidenciável Jair Bolsonaro, com 5%. Brancos, nulos e não souberam/não responderam somaram 26%.


No Ceará, o atual governador Camilo Santana também lidera com folga: o petista apareceu com 64% das intenções de voto na pesquisa divulgada em 16 de agosto. Em seguida, vem General Theophilo (PSDB), com 4%. Outros adversários têm até 2% das menções. Nesta segunda-feira (24), o Ibope deve divulgar uma nova pesquisa.


                        


O governador Renan Filho (à dir.) em ato de campanha em Alagoas ao lado do pai, o senador Renan Calheiros, e de Fernando Haddad (PT), em setembro deste ano. (Ricardo Stuckert/Divulgação)


O também petista Rui Costa, que concorre à reeleição na Bahia, é mais um candidato que aparece disparado à frente na disputa e deve se reeleger facilmente. Ele teve 60% das intenções de voto na pesquisa Ibope divulgada no dia 18 de setembro. O segundo colocado, José Ronaldo (DEM), teve apenas 7%. Demais concorrentes pontuam até 2%. Brancos, nulos e não souberam/não responderam, 27


Mais um governador petista que tem chances de se reeleger no primeiro turno é Wellington Dias, no Piauí. Ele teve 46% das intenções de voto no Ibope de 20 de setembro. Dr. Pessoa (Dr. Zezim), do Solidariedade, foi o segundo com 19%. Brancos, nulos e não souberam/não responderam somaram 14%.


No Maranhão, Flávio Dino foi de 43%, na pesquisa divulgada em 22 de agosto, para 49% no levantamento do dia 19 de setembro. Com esse número, ele venceria no primeiro turno sua principal rival, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB),que foi de 34% para 32%. Dino é apoiado pelo PT. No último levantamento, brancos, nulos e indecisos somaram 12%.


Norte


Helder Barbalho, filho do senador e ex-governador do Pará Jader Barbalho (MDB), deve ganhar a disputa pelo governo do estado no primeiro turno. O candidato teve 47% das intenções de voto na pesquisa do dia 17 de setembro. Márcio Miranda (DEM), apoiado pelo PSDB do governador Simão Jatene, teve 15%. O senador Paulo Rocha (PT) tem 13%. Brancos, nulos e não souberam/não responderam somaram 21%.


No Tocantins, o atual governador Mauro Carlesse, do PHS, teve 50% das intenções de voto em pesquisa divulgada em 21 de setembro. Carlos Amastha (PSB), que forma coligação com MDB e PSDB, teve 28%. Os demais candidatos tiveram até 7% das menções. Brancos, nulos e indecisos somaram 11%.


Sudeste


No Espírito Santo, o governador Paulo Hartung (MDB) optou por não disputar a reeleição. O ex-governador Renato Casagrande (PSB) lidera com muita folga, com 59% segundo pesquisa divulgada em 8 de setembro, e deve vencer no primeiro turno. Rose de Freitas (Podemos) teve 11% e Manato (PSL), 6%. Brancos, nulos e indecisos somaram 19%.


                       


O ex-governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, deve ser eleito já no 1º turno (Gilson Borba/Futura Press/Estadão Conteúdo)


Centro-Oeste


Em Goiás, em comparação entre levantamentos divulgados em 17 de agosto e 21 de setembro, o senador Ronaldo Caiado, do DEM, subiu de 36% para 47% das intenções de voto e pode ser eleito já no dia 7 de outubro. O atual governador Zé Eliton (PSDB) teve apenas 13%. Daniel Vilela (MDB) apareceu em seguida, com 12%. Demais adversários tiveram até 5% das menções. Brancos, nulos e indecisos somaram 21%.


Sul


O deputado estadual Ratinho Junior, do PSD, também tem chances de se eleger governador no primeiro turno no Paraná. Pesquisa Ibope divulgada em 5 de setembro trouxe o candidato com 42% das intenções de voto –muito à frente da atual governadora Cida Borghetti (PP), que apareceu com 13%. João Arruda (MDB) teve 6% e Doutor Rosinha (PT), 4%. Outros candidatos não ultrapassaram 1%. Brancos, nulos e indecisos somaram 30%.


Ex-vices, governadores 'tampão' vão mal


Três governadores 'tampão', isto é, que eram vices e assumiram após a desincompatibilização dos antigos governadores, não conseguem decolar nas pesquisas e correm risco de sequer chegar ao segundo turno.


É a situação de Zé Eliton, em Goiás, que ocupou o cargo de vice por pouco mais de 7 anos, e assumiu o governo quando Marconi Perrillo (PSDB) passou a disputar uma vaga para o Senado.


É o mesmo caso de Cida Borghetti, que assumiu o comando do Palácio do Iguaçu após a saída de Beto Richa (PSDB). O tucano também deixou o governo para concorrer ao Senado. Ele acabou preso por acusações de corrupção no início de setembro e foi solto dias depois por uma liminar concedida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. A coligação de Cida tenta derrubar a candidatura de Richa da chapa.


Já em São Paulo, Márcio França (PSB), ex-vice do agora candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB), figura com 9% de intenção de votos no Ibope, longe dos 24% de Paulo Skaf (MDB) e dos 23% do ex-prefeito da capital João Doria (PSDB), que aparecem empatados tecnicamente e devem disputar o segundo turno. No Datafolha, França figura com 11%, bem distante de Doria (26%) e Skaf (22%).


*Colaborou Carlos Madeiro, do UOL em Maceió (AL)

FONTE: COM INFORMAÇÕES DA UOL/SP

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