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Política

20/10/2018 ás 19h56 - atualizada em 20/10/2018 ás 20h38

Moraes Filho

Xinguara / PA

TSE abre investigação sobre compra de mensagens pró-Bolsonaro no WhatsApp
Ministro Jorge Mussi concedeu o prazo de cinco dias para que o candidato se manifeste sobre as acusações
TSE abre investigação sobre compra de mensagens pró-Bolsonaro no WhatsApp
(foto: Evaristo Sá/AFP)

O corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Jorge Mussi, decidiu, na noite desta sexta-feira (19/10), abrir ação de investigação contra a campanha do candidato Jair Bolsonaro, que concorre à Presidência pelo PSL. O presidenciável é suspeito de ter recebido o apoio financeiro de empresários para a compra de pacotes de envio em massa de mensagens pelo aplicativo WhatsApp.


O corregedor-geral determinou ainda, com base no pedido do PT, investigação contra o candidato a vice, general Hamilton Mourão, e os empresários envolvidos. No entanto, foi negado o pedido para ações de busca e apreensão em endereços ligados aos envolvidos. O ministro não se manifestou, neste momento, sobre a solicitação de quebra de sigilo eletrônico de agências acusadas de realizarem os envios das mensagens.


Na decisão, Jorge Mussi concede o prazo de cinco dias para que Bolsonaro se manifeste.


Inquérito na PF


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu para a Polícia Federal abrir inquérito para "apurar se empresas de tecnologia da informação têm disseminado, de forma estruturada, mensagens em redes sociais referentes aos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições para presidente da República". Portanto, o pedido de Dodge se refere ao candidato Jair Bolsonaro e ao seu oponente na disputa, Fernando Haddad.


De acordo com o Ministério Público, a solicitação foi realizada por meio de ofício enviado ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. (RS Renato Souza - Correio Brasiliense)


 


Não tenho nada a ver com isso", diz Bolsonaro sobre empresas no WhatsApp


Rio de Janeiro - O candidato Jair Bolsonaro (PSL) afirmou "não ter nada a ver" com as ações promovidas por meio do aplicativo WhatsApp contra seu adversário na corrida presidencial, Fernando Haddad (PT).


"Eu não tenho nada a ver com isso", disse, ao ser questionado sobre o tema.


Reportagem da Folha publicada na quinta-feira (18) mostrou que empresas estavam comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp.


O tema tornou-se alvo de apuração da Polícia Federal, que abriu investigação neste sábado (20), após pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.


"Eu não preciso de fake news arranjando dinheiro para jogar fora do Brasil. Dinheiro da onde? Eu não tenho esse tipo de contatos com bandidos. Quem tem é o PT."


A declaração foi feita em entrevista concedida neste sábado, entre gravações do programa eleitoral, no Rio de Janeiro.


Bolsonaro afirmou que a Folha "há muito vem fazendo fake news" contra ele e citou as reportagens do jornal que revelaram a existência de uma funcionária fantasma em seu gabinete.


"Até a própria questão da Wal [Walderice Santos] em janeiro, ela estava de férias. Quem diz isso? O boletim da Câmara de 20 de dezembro.


A Folha baseou as reportagens sobre a funcionária fantasma em diversos indicativos, entre eles duas visitas à Vila Histórica de Mambucaba, distrito de Angra dos Reis (RJ) com pouco mais de 1.000 habitantes, local em que Walderice mora.


Todos os habitantes da pequena vila que foram entrevistados em janeiro e agosto disseram nunca ter ouvido falar de qualquer atividade legislativa de Walderice. Segundo eles, ela prestava serviços domésticos a Bolsonaro, que tem uma casa de veraneio no local. O marido de Wal é caseiro do candidato.


Apesar de pelos registros da Câmara ela ter tirado férias em janeiro, a Folha voltou à cidade em agosto, período em que ela deveria estar cumprindo carga horária diária de 8 horas em atividades legislativas, e comprovou que ela trabalhava, na verdade em uma lojinha de venda de açaí. Após essa segunda reportagem, Bolsonaro a exonerou do gabinete.


O presidenciável também não apresentou ou soube dizer nenhum exemplo específico de atividade legislativa prestava por Walderice desde 2003, ano em que aparece pela primeira vez nos registros da Câmara como secretária parlamentar de Bolsonaro. (Talita Fernandes / Folha de São Paulo)

FONTE: Correio Braziliense

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