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Política

23/10/2018 ás 10h58 - atualizada em 23/10/2018 ás 11h01

Moraes Filho

Xinguara / PA

TSE censura postagens da UNE que criticam Bolsonaro
Candidato do PSL entrou com representação alegando que a entidade estaria divulgando propaganda eleitoral contra ele
TSE censura postagens da UNE que criticam Bolsonaro
Estudante vai às ruas

Entidade de importante atuação contra a ditadura militar brasileira, a União Nacional dos Estudantes (UNE) foi acionada na Justiça devido à campanha “Bolsonaro Não”. Nesta segunda-feira (22), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a organização estudantil retire do ar mensagens que criticam o candidato do PSL.


A decisão de Carlos Horbach, ministro do órgão, afirma que as postagens ferem a lei eleitoral nº 9.504/1997, que proíbe a realização de propaganda eleitoral por pessoa jurídica. A representação foi feita pela “Coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos” (PSL/PRTB) e pelo próprio candidato, que solicitaram que, em um prazo de 24h, a UNE e o Facebook removam três publicações.


As postagens intituladas “UNE, Ubes e ANPG assinam carta contra o ódio e saem em defesa da democracia” e “Motivos para não votar em Bolsonaro”  já foram removidas. O TSE negou, no entanto, a derrubada do perfil “Bolsonaro Não” do Facebook, por entender que não há elementos o suficiente para provar que a administração da página pertence à UNE.


Argumentos


O presidenciável alegou que a entidade não poderia tomar posicionamento no processo eleitoral e que estaria divulgando propaganda eleitoral contra ele. Ele também acusa a entidade de estar sendo financiada para fazer campanha contra ele.


“Ele nem chegou na presidência da República e já quer censurar os movimentos sociais. A UNE tem uma história marcada por sempre se posicionar sobre os temas políticos e eleitorais do nosso país, não é uma novidade nessas eleições de 2018. Por ser um candidato que se apresenta com um autoritarismo muito grande, não aceita o contraditório. Não aceita que haja divergências. Mas é muito nocivo o que ele pensa para os estudantes, para a educação e para a UNE”, afirma Marianna Dias, presidente da entidade.


"Nós enxergamos como uma tentativa clara e evidente de censura, de tentar calar a voz de um movimento social tão importante". 


A Emenda Constitucional 95, que insere um teto aos gastos públicos no país, é outra medida apoiada por Bolsonaro que atingiu crucialmente a educação pública, e à qual a UNE também se manifestou criticamente. Em resposta à ação judicial do candidato do PSL, os estudantes lançaram a campanha digital #EleNãoVaiNosCalar.


Edição: Diego Sartorato

FONTE: BRASIL DE FATO

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