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09/11/2018 ás 08h46

Moraes Filho

Xinguara / PA

Cerca de 10 pessoas foram mortas por dia no Estado em 2018
Questionado sobre o alto índice, que resulta em 37 homicídios para 100 mil pessoas, o titular da Segup, Luiz Fernandes Rocha, afirmou que não há como tratar do problema da segurança de forma isolada, esquivando-se de falar das políticas públicas.
Cerca de 10 pessoas foram mortas por dia no Estado em 2018
Os números são da própria Secretaria de Segurança Pública e foram apresentados em audiência na Alepa. (Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)

A cada dia, uma média de 10 pessoas são mortas no Pará. O número total de homicídios no estado, de 1º de janeiro até dia 6 de novembro, foi de 3.168, segundo dados apresentados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) em audiência convocada pela Comissão de Direitos Humanos (CDH), da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), que contou também com a presença de representantes da Polícia Militar e da Defensoria Pública do Estado, na tarde de ontem (7).


O deputado estadual Carlos Bordalo, presidente da CDH, pediu esclarecimentos a respeito da chacina do Tapanã, ocorrida no último dia 29 de outubro. Ele lembrou que os oito assassinatos ocorreram exatamente após um policial militar ter sido morto no bairro e que a população está amedrontada. Bordalo acompanha o caso de chacinas em Belém e foi relator da CPI das Milícias, instaurada após a chacina de 2014, com a morte do cabo Pet.


"As chacinas eu acompanho há algum tempo e no caso do Tapanã há um aspecto diferente: foi uma intervenção aberta, à luz do dia, na frente de todos, como se mandassem um recado, de ‘ninguém pode com a gente, nós podemos tudo’. O estado não pode permitir isso, que diante de um evento lamentável, a morte de um policial, se tenha como resposta esse fato sangrento. A reposta tem que ser da lei, do direito, do investimento social", disse Bordalo.


POLÍTICAS


Outro dado que o deputado enfatizou, apresentado pela Segup, foi o de que apenas 10 municípios do Pará concentram um total de 50% de todos os homicídios registrados no Pará. Ele cobrou que se investigue o motivo desta concentração nesses municípios para que se pense um enfrentamento efetivo aos crimes. Como resultado da reunião, Bordalo deverá apresentar os dados de forma sistematizada ao governador eleito, Helder Barbalho, para que ano que vem possam ser estruturadas as políticas de segurança pública.


Questionado sobre o alto índice, que resulta em 37 homicídios para 100 mil pessoas, o titular da Segup, Luiz Fernandes Rocha, afirmou que não há como tratar do problema da segurança de forma isolada, esquivando-se de falar das políticas públicas.


"Não há fórmula mágica e é preciso compreender essa questão também considerando o problema na educação e pelos casos de desemprego", disse, defendendo que o Governo do Estado tem atuado para combater a criminalidade. Sobre a chacina, ele respondeu que equipes da Divisão de Homicídio estão investigando o caso, que está sob sigilo.


CHACINA DO TAPANÃ


Oito pessoas foram mortas e três foram feridas em uma chacina registrada no começo da noite do último dia 29 de outubro, no bairro do Tapanã, em Belém. Os casos ocorreram em quatro locais diferentes do bairro, sendo que em um deles houve um duplo homicídio. As ocorrências foram na travessa Haroldo Veloso, na quinta rua do Tapanã com Uberaba, na feira do bairro, e na rua Violeta com travessa das Pampolhas.


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Todas as vítimas eram homens, entre 18 e 22 anos e foram mortos a tiros por motoqueiros. Os crimes aconteceram próximo à residência onde morava o Policial Militar João Batista Menezes Dias, morto a tiros quando chegava em casa, na quarta-feira, 24 de outubro. A Segup informou que não há ainda como afirmar que há ligação do massacre com a morte do PM e que as investigações seguem sob sigilo.


(Dominik Giusti/Diário do Pará)

FONTE: DOL

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