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Esportes

12/11/2018 ás 07h42

Moraes Filho

Xinguara / PA

Violência dos estádios paraenses afasta torcedores
Tribunal de Justiça criou projeto para combater o problema
Violência dos estádios paraenses afasta torcedores
Elivaldo Pamplona/O Liberal

A violência nos estádios preocupa muitos torcedores e até autoridades. Muitas vezes, a probabilidade de ter algum ato violento antes, durante e depois dos jogos influencia no afastamento dos torcedores, que preferem ficar em casa a correr riscos. Para tentar inibir a violência e conscientizar torcedores, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará criou o projeto Esporte e Justiça, no ano de 2013, com a ação do Juizado Itinerante do Torcedor. O objetivo é promover medidas concretas de prevenção e pacificação de infrações previstas no Estatuto do Torcedor, lei de nº 10.671/2003.


O juizado está localizado no Mangueirão e atua em dia de jogos realizados no local. Desde a criação, o número de processos relacionados à violência por conta de jogos diminuiu, mas, neste ano ocorreu um aumento. Uma mudança na forma de atuação teria sido o motivo. A atuação da Polícia Militar foi ampliada para o entorno do estádio. Em 2017, foram 36 jogos realizados e 10 processos contra torcedores foram instaurados. Neste ano, até 29 de setembro, quando foram realizados 23 jogos, foram registrados 18 processos.


"O Esporte com Justiça no Pará, tem como meta específica a garantia de segurança no Mangueirão antes, durante e após a realização de partidas de futebol, assegurando a redução significativa da prática de violência nos esportes. Acrescente-se a isso o fato de que a presença do Poder Judiciário no Estádio tem contribuído para que as autoridades encarregadas da segurança do evento possam coibir a prática de portar objetos, bebidas ou substância proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência. Os dados mostram que depois que o juizado foi implantado diminuiu muito os conflitos no estádio. Mas, em 2018, nós notamos um aumento nos conflitos. Mas é porque o estatuto do torcedor não fala apenas nos conflitos dentro do estádio, fala dentro e fora. A partir deste ano a polícia intensificou a fiscalização na parte externa, onde tem roubo, ingresso falsificado, há confusão com quebra de veículo", explica a desembargadora coordenadora dos Juizados Especiais, Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos.


A desembargadora do TJPA acrescenta que as políticas de pacificação e tranquilização do torcedor ocorrem principalmente no Mangueirão por causa do número de torcedores que acompanham as partidas. Ela ainda frisa que há uma intensificação no trabalho dos órgãos de segurança pública para garantir a segurança quando há os jogos clássicos, no caso, entre Remo e Paysandu. "A adoção de políticas de pacificação e tranquilização do torcedor  no âmbito estadual,  está sendo direcionada especialmente para o Estádio Olímpico do Pará, polarizador da atenção de grande massa populacional que acompanha com euforia e até mesmo com certo fanatismo o constante embate entre as duas maiores agremiações aqui existentes: Remo e Paysandu", comenta.


Para a temporada de 2019, as reuniões dos órgãos de segurança pública com o judiciário já iniciaram. "Começamos o planejamento para 2019. Sentamos e fizemos a reunião com os órgãos da segurança (Polícia Civil, Polícia Militar, Detran) e também com o Ministério Público. Também teve reunião com a juíza da vara de execução de penais e medidas alternativas para o cumprimento da pena, já que uma delas é a proibição de frequentar o estádio por um determinado período", explica a desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos.


A desembargadora frisa que muitos torcedores vão para assistir aos jogos e sem qualquer má intenção. No entanto, sabe da atuação de outros que estão com má intenção. "Eu peço para os torcedores manterem a pacificação. Eu sei que tem um grupo que vai para tumultuar. Mas nem todos vão com essa intenção. Então eu digo que todos devem ir ao jogo fazendo as manifestações de forma pacífica. Porque a pessoa que fizer alguma coisa violenta vai perder o direito de ir ao estádio. É bom lembrar que hoje há muita família participando e querem paz. Eu peço que as torcidas, principalmente as organizadas, sejam pacíficas", afirma.


 


 

FONTE: Por: O Liberal

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