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13/11/2018 ás 22h46 - atualizada em 13/11/2018 ás 22h50

Moraes Filho

Xinguara / PA

Nova espécie de inseto ligada à leishmaniose é descoberta no Pará
Estudiosos do Pará e Amapá avaliam avanço para controle da doença
Nova espécie de inseto ligada à leishmaniose é descoberta no Pará
Descoberta de novo inseto aumenta controle sobre leishmaniose (Igor Mota)

Os pesquisadores do Grupo de Entomologia do Laboratório de Leishmanioses "Ralph Lainson", da Seção de Parasitologia do Instituto Evandro Chagas (IEC), descreveram uma nova espécie de inseto que  pertence ao mesmo grupo dos transmissores das leishmanioses - os flebotomíneos.


O achado foi publicado no artigo “ Trichophoromyia iorlandobaratai (Diptera: Psychodidae) , a new phlebotomine species from the Brazilian Amazonia”, na revista científica americana Journal of Medical Entomology, publicado pela Universidade de Oxford, da Inglaterra.


Cerca de 10% das espécies conhecidas de flebotomíneos possuem importância em saúde pública por estarem associadas à transmissão de parasitas ao homem como os causadores das leishmanioses, e até de alguns arbovírus. 


No entanto, ainda são necessários outros estudos para saber se essa nova espécie representa ameaça ao ser humano. 


MALES TROPICAIS


A nova espécie foi capturada, em janeiro, em uma área de floresta primária próxima a um empreendimento de mineração no município de Itaituba (PA).


Flebotomíneos são insetos encontrados principalmente em regiões de clima tropical. As fêmeas sugam sangue para maturação de seus ovos que são depositados em locais terrestres úmidos.


“Quanto mais se conhece sobre esse grupo de insetos, mais se expandem as possibilidades de controle de doenças como as leishmanioses”, diz um dos autores do estudo, Thiago Vasconcelos dos Santos, pesquisador do IEC.


O nome científico dado à nova espécie é Trichophoromyia iorlandobaratai, em homenagem a Iorlando Barata, técnico do Laboratório de Leishmanioses do IEC. Há 40 anos Iorlando se dedica ao estudo dos flebotomíneos. Ainda na ativa, ele vem acompanhando e contribuindo com a evolução do conhecimento sobre estes insetos na Amazônia desde o fim dos anos 1970.


O trabalho foi desenvolvido em parceria com pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA).


O Instituto Evandro Chagas já identificou 80 espécies diferentes de flebotomíneos na Amazônia. O trabalho, que apresenta a detalhada descrição morfológica do inseto tem como autores: Thiago Vasconcelos dos Santos, Yetsenia Sanchez Uzcátegui, Noel Santos Neto e Allan Kardec Galardo.

FONTE: O LIBERAL

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