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Política

09/01/2019 ás 18h08 - atualizada em 09/01/2019 ás 18h25

Moraes Filho

Xinguara / PA

Gestão Bolsonaro muda edital de livros, abre margem para erros e retira violência contra a mulher
Nova versão deixou de exigir referências bibliográficas que apoiem a estrutura editorial dos livros
Gestão Bolsonaro muda edital de livros, abre margem para erros e retira violência contra a mulher
Presidente Jair Bolsonaro participa de coquetel no Palácio do Itamaraty. No evento, as autoridades internacionais que prestigiaram a inauguração do governo Bolsonaro foram recebidas pelo presidente. Marcos Brandão - 1.jan.2019/Senado Federal

O combate do governo de Jairo Bolsonaro (PSL) à suposta doutrinação de esquerda na educação terá como um dos alvos os livros didáticos. O Ministério da Educação publicou uma nova versão de um edital que orienta a produção de livros escolares e, entre outros pontos, deixou de exigir das editoras referências bibliográficas que apoiem a estrutura editorial dos livros, o que, na prática, pode permitir a aprovação de livros sem qualidade, com erros e ainda visões de mundo particulares.


Além disso, o novo edital suprimiu trechos, como o compromisso com a agenda da não violência contra as mulheres e a promoção das culturas quilombolas e dos povos do campo.


Para membros do time do presidente, esses seriam temas da esquerda. O primeiro ato do novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, foi desmontar uma secretaria do MEC responsável por ações de diversidade, como direitos humanos e relações étnico-raciais


Além disso, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, publicou no Twitter no último dia 5 que os professores não deveriam ensinar sobre feminismo.


                     


Benedito Alves da Silva, membro da coordenação de articulação das comunidades negras rurais quilombolas Karime Xavier/Folhapress


O novo edital de compras de livros didáticos ainda excluiu orientação às editoras para que ilustrações retratassem "a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país". Um trecho que vetava publicidade nos livros didáticos também foi excluído. A publicidade em material didático é vetada por resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente por ser considerada abusiva.


Não fica claro se publicidade tradicional seria autorizada ou apenas o uso de textos publicitários em atividades educacionais. Mas o trecho excluído mencionava uma resolução do Conselho Nacional de Educação que autoriza exceções sem que haja, por exemplo, exposição a uma marca ou empresa.


 Paulo Saldaña/BRASÍLIA

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

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