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03/02/2019 ás 18h22 - atualizada em 03/02/2019 ás 18h27

Moraes Filho

Xinguara / PA

Mostrar a cédula é desrespeitar o Regimento e o STF.
É diferente de fazer mera declaração com voto eletrônico. E eu explico a diferença
Mostrar a cédula é desrespeitar o Regimento e o STF.
Reinaldo Azevedo é um jornalista político brasileiro, de orientação política liberal E inserido no campo da direita liberal e democrática.

Canga de jumento: é o símbolo da independência de quem se vê obrigado a mostrar o voto para o “patrãozinho” -  


Vou reiterar aqui uma questão. Pouco importa quem ganhe, o fundamental é preservar as regras do jogo.


Os senadores que estão mostrando o voto estão desrespeitando uma decisão do Supremo.


É mentira que votar eletronicamente, de forma sigilosa, fazendo uma mera declaração de preferência, seja o mesmo que exibir a cédula física.


 


 


O SIGILO NÃO ABRIGA DECLARAÇÕES. CADA UM FALE O QUE QUISER. QUEM MOSTRA O VOTO PODE É ESTAR APRESENTANDO A MERCADORIA PARA RECEBER O PAGAMENTO DEPOIS.


Ainda é, vamos dizer, um “clássico” no Brasil um chefe político local pressionar pessoas sob a sua influência, sobretudo econômica, a votar assim ou assado. O sigilo do voto garante justamente que a pessoa sujeita a pressões — e a posteriores punições se não fizer o que nhonhô mandar — diga uma coisa e aja de outro modo. É proibido, por exemplo, tirar foto do voto.


Quem exibe a cédula o está exibindo para qual “chefe”? Para o povo ou para cair nas graças de Onyx Lorenzoni?


Reitero: começa muito mal a relação do governo Bolsonaro com o Congresso. Logo na estreia da nova Legislatura, tem-se:


– intervenção descarada na eleição do Senado;


– movimento organizado para desrespeitar uma decisão judicial;


– agressão organizada ao Regimento Interno do Senado.


O nome disso tudo é bagunça institucional.


Não! Votar secretamente e fazer declaração pública é uma coisa; exibir a cédula é quebrar a regra do jogo.



 


Canga de jumento: é o símbolo da independência de quem se vê obrigado a mostrar o voto para o “patrãozinho” 


Se nada acontecer a esses senadores, está criado um novo marco no voto secreto: quero saber com que moral se vai punir alguém que, na urna eletrônica, faça questão de quebrar o sigilo de seu voto.


Se os “cavalcantes” podem, por que não os cavalgados?


Outro fundamento que a pantomima do Senado está jogando no lixo é um dos valores universais da democracia: O VOTO SECRETO.


Não vai prestar.


Isso é voto de quem tem canga.


Por: Reinaldo Azevedo

FONTE: REINALDO AZEVEDO

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