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Política

12/03/2019 ás 09h32 - atualizada em 12/03/2019 ás 09h42

Moraes Filho

Xinguara / PA

Bancada evangélica se irrita com Bolsonaro e ameaça boicotar tramitação da reforma
Haverá reunião nesta quarta (13). Um boicote à tramitação da nova Previdência está na pauta.
Bancada evangélica se irrita com Bolsonaro e ameaça boicotar tramitação da reforma
Jair Bolsonaro em encontro com a bancada evangélica antes de assumir a Presidência, em Brasília (Foto: Rafael Carvalho – 28.nov.2018/Divulgação)

Painel


Aqui se faz, aqui se paga A bancada evangélica, representante de segmento que teve forte influência na eleição de Jair Bolsonaro, ensaia um protesto público contra atos do presidente. Integrantes do grupo afirmam que o inquilino do Planalto vem se distanciando dos compromissos que firmou e de “valores que o elegeram”. O pano de fundo é a demissão de quadros ligados à frente religiosa sem prévia comunicação. Haverá reunião nesta quarta (13). Um boicote à tramitação da nova Previdência está na pauta.


                             


No dia 20 de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro entregou ao Congresso a proposta do seu governo para a reforma da Previdência. Foto: Marcos Correa 


Nós x eles A bancada evangélica atribui o afastamento de Bolsonaro aos militares. O grupo se irmana às críticas do escritor Olavo de Carvalho contra integrantes das Forças e diz que os fardados isolam o presidente de sua base social.


Azia  Uma ala da frente diz ainda que há intolerância religiosa entre os militares, mas a queixa não é endossada por todos. A reivindicação comum é por diálogo. A queda de Pablo Antônio Tatim de uma secretaria da Casa Civil, por exemplo, foi mal digerida. Ele foi indicado pelo grupo.


Ouça-me “O governo continua errando quando toma decisões unilaterais sem consultar a bancada”, diz o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), um dos líderes da frente.


Não esqueci  Os evangélicos também pretendem cobrar Bolsonaro de promessas como a mudança da Embaixada de Israel para Jerusalém –ideia criticada pelo vice, general Hamilton Mourão.


Eu ou eles   A insatisfação dos religiosos vem à tona no momento em que o presidente já enfrenta outros rachas em sua base ideológica. O ministro Ricardo Vélez (Educação) foi ao Planalto nesta segunda (11) para conter a pressão que havia para reverter a exoneração de discípulos de Carvalho.


Eu ou eles 2  A certeza de que o ministro não teria força para barrar o reingresso de olavistas era tão grande entre os alunos do guru que dois deles seguiram articulando trocas na pasta, mesmo após o anúncio de sua saída, inclusive com o uso dos números funcionais.


Respiro Vélez conseguiu convencer Bolsonaro a manter seu plano, mas está fragilizado. A área técnica, que ganhou força após o expurgo dos olavistas, corre agora para fazer a máquina da pasta girar.


                                                


O ministro da educação Ricardo Vélez Rodriguez em cerimônia de sua posse em BrasíliaEduardo Anizelli/Folhapress

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

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