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12/03/2019 ás 22h52 - atualizada em 12/03/2019 ás 23h13

Moraes Filho

Xinguara / PA

FAEPA: Em pleito inédito nova diretoria será eleita nesta quarta-feira
A disputa é marcada por denuncia de fraudes, impugnação e falsificação de documentos
FAEPA: Em pleito inédito nova diretoria será eleita nesta quarta-feira

Nesta quarta-feira, 13, produtores rurais do estado do Pará, vão eleger a nova diretoria da Federação da Agricultura do Pará (FAEPA). Ao longo de 30 anos a entidade vem sendo presidida de forma antidemocrática pelo atual presidente Carlos Xavier, que vem resistindo uma enxurrada de denúncias contra sua gestão duvidosa, acusada de fraudes e desvio de dinheiro público.


O pleito desta quarta-feira reúne produtores rurais de todo o estado, e dos mais variados segmentos do agronegócio paraense, e está sendo considerado o mais importante da história da federação, pois é um dia em que haverá uma eleição de forma democrática. “Isso pelo menos é o que nós esperamos que ocorra e que tenhamos um pleito marcado pelo respeito e pela transparência”, disse um dos pecuaristas ouvido pelo Jornal Manancial.


As eleições deste dia 13 serão as mais disputadas dos últimos 30 anos de uma federação tão importante como a FAEPA. E o Pará está muito próximo de conseguir aquilo que produtores do Brasil todo esperam, que é alternância de poder na federação e a despolitização da entidade que já dura três décadas.


A disputa entre as duas chapas concorrentes se comprova no decorrer do pleito o que já se fala há mais de décadas em que nunca houve o desejo de transparência bem como da participação de outras chapas concorrentes.


                           


Xavier foi reeleito sucessivas vezes por aclamação, uma vez que não havia oposição à gestão dele, acusada hoje por seu concorrente Luciano Guedes de tentar se perpetuar no poder e praticar uma série de irregularidades investigadas pelo Ministério Público.


O ideal seria que a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), às vésperas de sua primeira e já turbulenta eleição em 30 anos, prestasse contas dos recursos, inclusive públicos, que recebe, diz matéria publicada pelo jornalista Carlos Mendes em seu blog.


Mas cobrar isso do atual presidente, sucessivas vezes reeleito por aclamação, Carlos Xavier, é fazê-lo sentir-se ofendido, como se fosse o dono da entidade e não devesse satisfação a ninguém.


DENUNCIAS


O candidato à reeleição, Carlos Xavier é alvo de denúncias desde 2017, e está sob investigação do Ministério Público do Pará (MP), que em seu relatório aponta movimentações financeiras suspeitas e atípicas, composta de saques em dinheiro, feitos diretamente na boca do caixa, somando o montante de R$ 7.428.658,60 no período de 01 de janeiro de 2012 a 30 de novembro de 2017.


A documentação que faz parte da denúncia apresentada ao MP Estadual, se transformou em inquérito civil e que mostram desvios superiores R$ 70 milhões nos últimos 10 anos. O dinheiro foi obtido através da Guia de Transporte Animal (GTA), emitida pela Adepará, que destina 30% de toda arrecadação ao Fundepec.


A chapa de Carlos Xavier já foi impugnada uma vez por descumprimento as exigências estatutárias. Como detalhe as duas chapas concorrentes entram na disputa final de forma sub judice, e quem ganhar no voto ainda dependerá da decisão da justiça.


No jogo, Luciano Guedes vem cobrando transparência na gestão da entidade, prestação de contas além de espírito democrático, por meio do voto, e alternância de poder.


Parecer do MP vai sair


O Ministério Público, fiscal da lei e defensor da sociedade, por sua vez, investiga se os repasses ao Fundepec, o fundo privado agropecuário, comandado também pelo presidente da Faepa, estão dentro daquilo que a lei estabelece, inclusive a prestação de contas.


O jornalista Carlos Mendes ouviu o promotor responsável pela área da improbidade administrativa do MP, Rodier Barata, e este anunciou que não cabe mais nenhuma diligência no trabalho até agora realizado.


A decisão do MP está pronta para sair do forno. Ainda não saiu, segundo Rodier Barata, porque no setor da improbidade há outras demandas que também necessitam de parecer. " Não posso adiantar a você o que vou fazer, mas com certeza tomaremos uma posição", resumiu o promotor.


OUTRO LADO


O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), Carlos Xavier, afirmou à imprensa que que não vai se pronunciar sobre as acusações, e garantiu que o processo eleitoral nesta quarta-feira, vai transcorrer em clima de legalidade.


                            

FONTE: DA REDAÇÃO

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