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Cidades

22/04/2019 ás 19h43 - atualizada em 22/04/2019 ás 19h56

Moraes Filho

Xinguara / PA

Preocupação: São Félix do Xingu e Água Azul do Norte lideram casos de Chikungunya, Dengue e Zica
Em relação aos óbitos, a Chikungunya já matou 86 pessoas neste ano, contra 51 no mesmo período do ano passado
Preocupação: São Félix do Xingu e Água Azul do Norte lideram casos de Chikungunya, Dengue e Zica
Infestação pelo mosquito Aedes Aegypti preocupa no Pará (Cláudio Santos / Agência Pará)

Apesar da redução dos casos de dengue, zika e Chikungunya, um terço dos municípios paraenses apresentam alta infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas três doenças. Segundo dados do Ministério da Saúde, 47 cidades (32,6% dos 144 municípios) estão em situação de alerta ou risco de surto dessas três doenças. Dessas, 11 têm índice de infestação predial igual ou superior a 4%, o que representa risco de surto. Nos 36 municípios restantes, a situação é de alerta.


Nesses locais, a margem de imóveis onde foram identificados criadouros do mosquito ficou entre 1% e 3,9%. O Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado no fim do ano passado, indica ainda que 68 dos 115 municípios do Estado que participaram da análise estão em situação satisfatória. Belém e Ananindeua estão em situação de alerta, com respectivas margens de 1,5% e 1,8% dos lares com larvas do mosquito da dengue.


Os casos mais preocupantes do Estado estão  nos municípios de São Félix do Xingu, onde a proporção chega a 10,2% das moradias; Água Azul do Norte, com risco em 6,5%; e Cumaru do Norte, com 6,4%. Na sequência, aparecem Breves (6%), Floresta do Araguaia (6%), Breu Branco (5,2%), Monte Alegre (4,7%), Ourilândia do Norte (4,6%), Altamira (4,4%), Curionópolis (4%) e Sapucaia (4%).


                        


                         Febre “chikungunya” transmitida pelo Aedes


A taxa de incidência da doença atual no Pará, que considera a proporção de casos para o número de habitantes, é de 16,5 casos para cada 100 mil habitantes – ante 18,2 dos três primeiros meses de 2018. O Pará não registra óbitos em decorrência da doença há três anos.


Queda semelhante foi nas notificações de febre pelo vírus zika. De acordo com o Ministério, entre janeiro e o dia 31 de março de 2019, haviam sido registrados 87 casos da doença em todo o Estado. O número representa uma redução de 6,5% em relação a 2018, quando 93 casos foram registrados. Com isso, a taxa de incidência da zika passou de 1,1 para cada 100 mil paraenses em 2018, para 1,0 este ano.


Já os casos de febre chikungunya apontam uma redução de 5,2%, ou 111 casos a menos. No geral, caiu de 2.144 casos entre janeiro e março de 2018 para 2.033 em 2019. Em média, são quase seis casos prováveis da doença por dia no Pará – incidência de 23,9 registros a cada grupo de 100 mil.


Em relação aos óbitos, foram 86 confirmados neste ano, contra 51 no mesmo período do ano passado. Os casos de chikungunya no País, até 30 de março último, chegaram a 17.775, com uma incidência de 8,5 casos/100 mil hab. Em 2018, no mesmo período, foram registrados 29.997 casos – redução de 40%.


Subiu o número de casos de zika, que até 23 de março, teve 2.819 registros no País, com incidência de 0,6 1,4 caso/100 mil hab. Em 2018, no mesmo período, foram registrados 2.797 casos prováveis (0,8%). Em 2019, nenhuma morte por zika foi anotada e foram confirmados dois óbitos por chikungunya, na Bahia e no Rio de Janeiro.

FONTE: O LIBERAL

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