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Política

07/05/2019 ás 22h50 - atualizada em 07/05/2019 ás 23h03

Moraes Filho

Xinguara / PA

MPF dá cinco dias para IBGE explicar cortes no Censo 2020
Matéria da Folha publicada no último dia 2, citada pelo ofício do MPF, mostra que técnicos do IBGE estão insatisfeitos com as intervenções do governo federal no instituto.
MPF dá cinco dias para IBGE explicar cortes no Censo 2020
MPF pediu explicações sobre corte de receita do Censo do IBGEImagem: Marcelo Justo/Folhapress

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, vinculada ao Ministério Público Federal (MPF), deu cinco dias para que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirme se haverá corte de 25% no orçamento do Censo 2020 e apresente estudos técnicos e motivos para essa redução.


O prazo começa a ser contado a partir do momento em que o órgão é notificado - o que aconteceu ontem.


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Segundo o MPF, uma redução na receita do Censo e, consequentemente, na sua cobertura, "interrompe a construção de séries históricas, em suas diversas análises e escalas, com inestimável prejuízo à construção de conhecimento, ao embasamento de políticas públicas e ao exercício da cidadania."


Nesta semana, a presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, afirmou que o orçamento para a realização do censo de fato seria reduzida - intenção que desde o início do ano vem sendo repetida pelo governo.


"O levantamento subsidia o planejamento e a execução de políticas públicas em área como educação, saúde e habitação, além de permitir avaliar a abrangência dessas iniciativas", diz a Procuradoria.


Matéria da Folha publicada no último dia 2, citada pelo ofício do MPF, mostra que técnicos do IBGE estão insatisfeitos com as intervenções do governo federal no instituto.


Ontem, o jornal revelou que Guerra exonerou o diretor de Pesquisas do instituto, Claudio Crespo, responsável pelo Censo, e o diretor de Informática, José Santana Beviláqua. O jornal apurou que Crespo vinha se posicionando de forma contrária aos cortes.


A notícia repercutiu negativamente em instituições de classe. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE emitiu uma nota criticando a intervenção do governo de Jair Bolsonaro (PSL) no instituto.


"Essa decisão reforça a postura do governo Bolsonaro de intervir no IBGE, o que ficou evidente a partir das declarações do próprio Presidente, questionando os resultados da PNAD Contínua, relativa aos números de emprego e desemprego, e também do ministro Paulo Guedes, que chegou a propor a venda de imóveis do IBGE para a obtenção de recursos", diz a nota.


Alex Tajra/Do UOL, em São Paulo


 


 

FONTE: UOL SÃO PAULO

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