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Política

17/05/2019 ás 22h18 - atualizada em 17/05/2019 ás 22h29

Moraes Filho

Xinguara / PA

Risco de rompimento de barragem da Vale deixa moradores em pânico
"As últimas 48 horas têm sido de terror na região de Barão de Cocai".
Risco de rompimento de barragem da Vale deixa moradores em pânico
Reprodução/TV Globo/Divulgação

A falta de informação sobre os riscos de rompimento da barragem de mineração Sul Superior, da Mina de Gongo Soco, operada pela mineradora Vale, tem levado os moradores ao pânico; "As últimas 48 horas têm sido de terror na região de Barão de Cocais. A falta de informações concretas detalhadas e propostas de segurança deixaram a população em pânico"; de acordo com a própria mineradora, o rompimento poderá ocorrer entre 19 e 25 de maio.


Agência Brasil - O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração divulgou nota nesta sexta-feira (17) em que afirma que os moradores de Barão de Cocais (MG) estão "em pânico" com a falta de informação sobre os riscos de rompimento da barragem de mineração Sul Superior, da Mina de Gongo Soco, operada pela mineradora Vale: "As últimas 48 horas têm sido de terror na região de Barão de Cocais. A falta de informações concretas detalhadas e propostas de segurança deixaram a população em pânico". De acordo com a própria mineradora, o rompimento poderá ocorrer entre 19 e 25 de maio.


Segundo a nota, o temor da população é que a ruptura do talude provoque um abalo sísmico e gatilho para o colapso da Barragem Sul Superior, do complexo Gongo Soco, em Barão de Cocais. "Desde que as barragens foram colocadas em estado de alerta, a Vale afirma que vem monitoramento constantemente as condições de risco de seus complexos. Depois do rompimento da Barragem I, muito se falou que barragens não rompem de uma hora para a outra, mas que dão sinais de que problemas estão acontecendo", diz o comunicado.


"Dada essa situação, a Vale precisa esclarecer porque somente foi informar às autoridades da situação da mina Gongo Soco quando o talude já se movimentava a uma velocidade de 4 centímetros por dia e quando não havia nada a fazer para evitar seu deslizamento e, consequentemente, criar uma situação desproporcional de risco de liquefação da barragem Sul Superior", acrescenta o Comitê.


Ontem, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) fez uma recomendação à mineradora Vale para que a empresa adote "imediatamente" uma série de medidas para deixar claro à população de Barão de Cocais sobre os riscos de rompimento da barragem.


A informação sobre o risco de rompimento  foi obtida pelo MPMG junto à própria minerador que descreveu em documento "uma deformação no talude norte da Cava de Gongo Soco, na Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, passível de provocar a sua ruptura, gerando vibração capaz de ocasionar a liquefação da Barragem Sul Superior, levando ao rompimento da estrutura e, por conseguinte, danos sociais e humanos imensuráveis para a região".


O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração é uma rede formada por mais de 110 organizações incluindo movimentos sociais, sindicatos de trabalhadores, grupos de pesquisa, igrejas, movimentos indigenistas, organizações quilombolas, associações de pescadores e diversas comunidades ribeirinhas e de povos tradicionais.


 

FONTE: Agência Brasil

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