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24/05/2019 ás 09h00 - atualizada em 24/05/2019 ás 09h38

Moraes Filho

Xinguara / PA

A morte do paciente em frente ao Hospital Regional e a sobrevivência do SUS
A saúde pública no Brasil bem que poderia estar sendo discutida em termos de avanços na cobertura de atenção básica, de melhorias no atendimento ou de inclusão de novos procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS)
A morte do paciente em frente ao Hospital Regional e a sobrevivência do SUS
Foto: ilustrativa

Por/Moraes Filho   MTB 2879/PA


Após as ultimas ocorrências que puseram em destaque negativo o atendimento na área de saúde pública aqui no sul do Pará, decidir compartilhar com você parte de um artigo que li esta semana falando sobre a sobrevivência do Sistema Único de Saúde (SUS). É de arrepiar os cabelos do corpo, mas é uma realidade que estamos vivendo.


A saúde pública no Brasil poderia estar sendo discutida em termos de avanços na cobertura de atenção básica, de melhorias no atendimento ou de inclusão de novos procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, em pleno 2019, o grande desafio da saúde pública no país é a sobrevivência do SUS.


As atuais propostas de flexibilizar regras para planos de saúde, impor um teto de gastos por meio da Emenda Constitucional (EC) 95 e a proposta de desvinculação de receitas da saúde, acabando com o gasto mínimo obrigatório, estão destruindo o SUS.  


Apenas em 2019, o SUS perdeu cerca de R$ 9,5 bilhões no orçamento federal, devido às restrições impostas pela EC 95. Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica um aumento das taxas de mortalidade infantil, até 2030, e o governo federal propôs a extinção da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), o que obrigaria os povos tradicionais a buscar o atendimento regular nas unidades de saúde.


Em um artigo do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ele diz que “Em vez de discutir a ampliação e melhoria dos serviços, tem se restringido o acesso da população aos serviços, ampliando as terceirizações e o fechamento de equipamentos”.


NO PÍNCARO DA DECADÊNCIA


Então senhores e senhoras, a preocupação maior hoje é não deixar  que que os governos atuais, federal, estadual e municipal, acabem com o sistema. Eles querem é tirar o dinheiro da saúde para movimentar como bem entendem. Não aceitam que exista uma verba destinada exclusivamente ao atendimento de saúde da população.


Essa verba garantida para a saúde é da ordem de 15% da arrecadação de impostos, no orçamento federal. O que equivale hoje a R$ 128 bilhões. Imagine se os gestores públicos tiverem liberdade para gastar esse montante como querem, aí poderemos ver o fim da saúde pública no país.


VEJO A LAMENTAR


Nós assistimos por meio de vídeo aquela ocorrência recente em frente ao Hospital Regional, em Redenção, onde um paciente de Água Azul do Norte morreu. Assistimos cenas dramáticas de um médico tentando reanimar o paciente.


Li comentários diversos comentários sobre esse fato onde muito dos quais acusando os profissionais da medicina que estavam de plantão naquele dia fatídico.


Agora o que pouca gente não sabe é que o Estado não presta o devido atendimento ao Regional para que os servidores possam prestar atendimento melhor para a população. 


Aliás, não é só o Regional, mais os municípios estão amargando grandes problemas na área de saúde. E são problemas gravíssimos que perduram desde a gestão de Simão Jatene (PSDB).


E eu fico me perguntando, se no Hospital Regional em Redenção tá sendo uma vergonha o atendimento, e como o governo do Estado ainda tenta falar de funcionamento de um grande hospital em Ourilândia do Norte?


E o que é mais vergonhoso é que temos vereadores, temos deputados estaduais e federais, senadores, que se mostram alheios ou fazem vista grossa em detrimento do sofrimento da população.


Por tudo isso, repito o jargão de um amigo xinguarense:  VEJO A LAMENTAR a conduta de nossos políticos.


VEJA VÍDEO DO PACIENTE QUE MOREEU EM FRENTE AO HOSPITAL REGIONAL


FONTE: DA REDAÇÃO DO JORNAL MANANCIAL

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