Segunda, 16 de setembro de 2019
(94) 99153-9530
Colunistas

04/09/2019 ás 08h16 - atualizada em 04/09/2019 ás 08h28

Moraes Filho

Xinguara / PA

Orçamento: Pobre até pode ficar sem casa; o importante é temer o comunismo
Comecem a ver com a equação vai ficando sempre mais clara.
Orçamento: Pobre até pode ficar sem casa; o importante é temer o comunismo

Já vimos que o prestígio do presidente Jair Bolsonaro cai de forma mais acentuada entre os mais pobres. Em contrapartida, ele radicaliza o discurso para manter cevado o eleitorado de extrema-direita — aquela gente que acha muito justo e correto que se chame, em tom pejorativo, os governadores nordestinos de "paraíbas".


O presidente investe firme da suposição de que a guerra contra o comunismo lhe dará a reeleição.


Leiam o que informa a Folha:
Na primeira vez em que elaborou um projeto de Orçamento, Jair Bolsonaro propôs uma redução, em 2020, nos recursos destinados a programas sociais.  O governo reduziu os recursos de ações voltadas à população mais vulnerável e de medidas que buscam reduzir as desigualdades no país. A maior tesourada foi no Minha Casa Minha Vida. A previsão para o programa habitacional caiu de R$ 4,6 bilhões, em 2019, para R$ 2,7 bilhões na projeção do próximo ano. Criado há dez anos, o Minha Casa deve ter, sob o comando de Bolsonaro, o menor Orçamento da história.
De 2009 a 2018, a média destinada ao programa habitacional era de R$ 11,3 bilhões por ano.
O programa foi a principal iniciativa nos últimos anos para tentar reduzir o déficit habitacional. Mas vem sofrendo sucessivos cortes diante do desequilíbrio nas contas públicas.
Em 2019, o ritmo do Minha Casa Minha Vida já é bem menor que em anos anteriores. Até julho, o Minha Casa recebeu R$ 2,6 bilhões do Tesouro.
Nesta segunda-feira (2), o governo liberou R$ 600 milhões para destravar obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), sendo que R$ 443 milhões são para o programa habitacional.
O dinheiro deve ajudar a aliviar os atrasos no programa. A Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) afirma que as dívidas, que têm mais de 60 dias, superam os R$ 500 milhões.
O aperto no Orçamento levou o governo a estudar diferentes medidas para reduzir despesas. Uma delas é justamente a suspensão de contratações do Minha Casa.
Questionado sobre o assunto, o secretário especial adjunto de Fazenda do Ministério da Economia, Esteves Colnago, evitou fazer comentários sobre novos contratos. Ele se limitou a dizer que o governo tem o compromisso de garantir as contratações realizadas.
Com isso, o Minha Casa Vida pode seguir a diretriz estabelecida para o PAC, que não vai mais receber novas obras. Permanecem em execução somente as já contratadas.

(…)


RETOMO
Convenham: vai ser preciso ministrar aulas gratuitas de Olavo de Carvalho para os pobres.


Eles até podem ficar sem casa.


O importante é ter medo do comunismo.


José Reinaldo Azevedo e Silva é um jornalista político brasileiro, de orientação política neoliberal. Atualmente, Reinaldo é colunista no jornal Folha de S.Paulo


** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL/Manancial

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários

0 comentários

Veja também
REINALDO AZEVEDO

REINALDO AZEVEDO

Blog/coluna EM BUSCA DO CONHECIMENTO
Facebook
© Copyright 2019 :: Todos os direitos reservados