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08/10/2019 ás 08h23 - atualizada em 08/10/2019 ás 08h39

Moraes Filho

Xinguara / PA

MPF em Marabá (PA) pede suspensão urgente das atividades de empresa de segurança que atua como milícia em fazendas na cidade de Marabá e região
A empresa Marca Vigilância foi contratada por fazendeiros para ameaçar e expulsar moradores de área ribeirinha que pertence à União.
MPF em Marabá (PA) pede suspensão urgente das atividades de empresa de segurança que atua como milícia em fazendas na cidade de Marabá e região
arte: Ascom MPF/PA

Entre os contratantes estão Rafael Bemerguy Sefer, filho do ex-deputado estadual Luiz Sefer, Marcos Antonio Fachetti, proprietário de outra fazenda, e seu filho Marcos Antonio Fachetti Filho


Famílias apavoradas procuraram o Ministério Público Federal (MPF) em Marabá nos últimos dez dias. Moradores ribeirinhos de três áreas às margens do rio Tocantins conhecidas como: Lago dos Macacos, Comunidade Flor do Brasil e o Projeto de Assentamento (P. A.) Diamante, os dois últimos com assentados com títulos de uso de suas terras, e o primeiro em processo de autorização pela Secretaria de Patrimônio da União.


Eles vivem um cotidiano de pesadelos desde que fazendeiros vizinhos, com o objetivo de expandir suas terras, contrataram a empresa Marca Vigilância e passaram a invadir os pequenos lotes dos ribeirinhos e ameaçá-los, apontando armas até para crianças, ordenando que saíssem de suas casas, chegando, inclusive, a atear fogo em alguns barracos. Concomitantemente a isso, os fazendeiros contratam um trator de esteira abrindo caminho em meio à vegetação, destruindo plantações, com possível impacto ambiental de substancial proporção.


SEGUE APÓS A MÍDIA



Na última semana de setembro, a pedido do MPF, uma equipe da Polícia Rodoviária Federal prontamente se dirigiu ao local e flagrou oito homens, supostamente contratados da empresa Marca Vigilância, fazendo uma barreira armada na estrada que leva à comunidade ribeirinha, impedindo que moradores saíssem ou voltassem para suas casas. A barreira ficava localizada em uma área que não pertence a nenhuma das fazendas, em terras da União.


As armas dos vigilantes foram apreendidas e foi feita uma certidão de ocorrência, mas para cessar as violências contra os assentados, o MPF ajuizou um pedido cautelar para suspender o contrato de prestação de serviços da Marca Vigilância e paralisar todas as atividades de demarcação e expansão das fazendas.


Assessoria de Comunicação MPF

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