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04/02/2020 ás 08h46 - atualizada em 04/02/2020 ás 09h07

Moraes Filho

Xinguara / PA

São Félix do Xingu: Fraudes em licitações teriam gerado prejuizo de quase R$ 1 milhão
Ouvidor-Geral do município lidera organização criminosa que fraudava documentos de licitações da prefeitura
São Félix do Xingu: Fraudes em licitações teriam gerado prejuizo de quase R$ 1 milhão
FOTO: MINISTÉRIO PÚBLICO

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por intermédio da Promotoria de Justiça de São Félix do Xingu, deflagrou operação no ultimo dia (30).


a “Operação Lemniscata”, para cumprir três mandados de prisão e outros nove de busca e apreensão de bens.  De acordo com as investigações,  o Ouvidor Geral do município fraudava documentos para que a empresa da qual ele é sócio-de-fato ganhasse processos licitatórios.


Dois mandados de prisão foram cumpridos contra duas pessoas também envolvidas no esquema. As investigações apontam que Maximino Gomes, Ouvidor-Geral de São Félix do Xingu, forjou documentos para que a pessoa jurídica Greentech Informática, empresa da qual também é sócio, participasse e ganhasse procedimentos licitatórios da prefeitura. O Ouvidor está foragido.


As investigações iniciaram após a Ouvidoria do MPPA receber denúncia anônima indicando que Maximino Gomes usava nomes de terceiros (laranjas) para fraudar documentos e assim participar de licitações da gestão municipal. A empresa do Ouvidor ganhou processos licitatórios para diversos serviços, inclusive alguns que não é capaz de realizar.


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De acordo com o promotor responsável pelo caso, Carlos Fernando Cruz da Silva, durante a investigação foram identificados os crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso, associação criminosa, direcionamento de licitação e peculato.  Ao todo, 11 procedimentos licitatórios da prefeitura municipal foram manipulados. “As investigações concluíram que os crimes foram perpetrados por um grupo liderado pelo Ouvidor-Geral do Município de São Félix do Xingu, Maximino Gomes, o qual forjou a documentação de pessoas jurídicas para viabilizar sua participação em procedimentos licitatórios”, esclarece o promotor.


Foram presos Everton Fernandes Reis e Manuel Ribeiro da Silva. Ambos são sócios da Greentech Informática e estão envolvidos nas fraudes. Durante a operação uma terceira pessoa foi detida por posse irregular de arma de fogo. Os mandados de prisão foram cumpridos pela Promotoria de Justiça de São Félix do Xingu em conjunto com Grupo de Atuação Especial de Segurança Institucional e Inteligência (GSI).


Ainda de acordo com o MPPA, Maximino Gomes seria o verdadeiro dono da empresa de material de informática Green Tech, envolvida nas fraudes de licitação de compra de material de informática para a prefeitura e suas secretarias e órgãos como Conselho Tutelar. Além das prisões, a operação “Lemniscata” apreendeu computadores e celulares e farda documentação das licitações suspeitas de fraudes, que chegariam a quase R$ 1 milhão de reais, entre os anos de 2017 e 2018.


 


Ministério Público/Pa – Com Correio de Cararajás

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