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08/02/2020 ás 19h13 - atualizada em 08/02/2020 ás 19h15

Moraes Filho

Xinguara / PA

Em janeiro histórico para Vale, Parauapebas e Canaã batem São Paulo em exportações
Capital paulista já havia perdido para a Capital do Minério noutras ocasiões, mas é a primeira vez que transações originárias da Terra Prometida superam as da maior cidade do continente.
Em janeiro histórico para Vale, Parauapebas e Canaã batem São Paulo em exportações

A mineradora multinacional Vale iniciou o ano de vento em popa no Pará e fazendo os municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás deslancharem no cenário nacional das transações comerciais com o exterior. Dados divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Ministério da Economia, levantados em primeira mão pelo Blog do Zé Dudu, revelam que Parauapebas segue como 3º e Canaã, 4º, em exportações no melhor janeiro da história para a empresa no Pará, visto que nunca antes havia produzido um volume superior a 15,5 milhões de toneladas de uma só vez no complexo minerador de Carajás.


De Parauapebas, segundo o Ministério da Economia, a Vale lavrou 8,276 milhões de toneladas de minério de ferro na Serra Norte de Carajás, tendo apurado 527,5 milhões de dólares. A China sozinha comprou 395 milhões de dólares da commodity parauapebense, o correspondente a 75% do valor exportado. A vizinha asiática Malásia foi o ponto de desembarque de outros 52,5 milhões de dólares, cerca de 10% das exportações.


Já da Serra Sul, situada nos domínios de Canaã dos Carajás, foram retirados pela Vale 7,422 milhões de toneladas de minério, o que, no mercado comercial, deu para apurar 473,4 milhões de dólares. Os chineses compraram aproximadamente 348 milhões de dólares em minério, algo em torno de 73,5% das transações originárias de Canaã. Os malaios, 50,7 milhões de dólares, quase 11%.


No ranking de janeiro deste ano, Parauapebas e Canaã só perdem para a cidade do Rio de Janeiro (670,7 milhões de dólares) e seu vizinho metropolitano Duque de Caxias (613,5 milhões de dólares). A novidade é que ambos ultrapassaram São Paulo (322 milhões de dólares), município mais populoso das Américas e o mais rico da América Latina, além de ser o que sempre mais exportou no Brasil.


Em outros momentos, Parauapebas já até havia exportado mais que São Paulo, em meses isolados e com o preço do minério de ferro em alta. Mas foram movimentos pontuais. Agora, foi a vez de Canaã dos Carajás estrear uma investida para cima da metrópole global.


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Barcarena e Marabá


Dos 20 maiores exportadores nacionais em janeiro, quatro nomes são do Pará. É a maior representatividade do estado num seleto pelotão de todos os tempos. Além de Parauapebas e Canaã dos Carajás, os municípios de Barcarena, na 9ª colocação, e Marabá, na 19ª, marcaram forte presença. Só o estado de São Paulo conseguiu emplacar mais representantes, com cinco municípios ao todo.


Em Barcarena, de onde partiram 209,3 milhões de dólares em commodities, as exportações são puxadas por 179 milhões de dólares em produtos químicos e outros 22,5 milhões de dólares em alumínios. Os destinos principais dessas commodities são a Noruega, que fica com 26%; o Canadá, 20,7%; e o Japão, com 10,7%.


Marabá, por seu turno, totalizou 138 milhões de dólares em produtos locais, apreciados majoritariamente por alemães, que compraram 70,3 milhões de dólares, e suecos, que adquiriram 41 milhões de dólares. Os principais produtos da cesta marabaense são os minérios de cobre e manganês, que juntos responderam por 96% do movimento internacional. Carnes, gorduras e ferro fundido vêm em menor volume.


Blog Zedudu

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