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13/04/2018 ás 21h01

Moraes Filho

Xinguara / PA

Anapú: Advogado diz que acusações contra padre foram forjadas
Membros das igrejas luterana e anglicana dizem em forjamento de provas
Anapú: Advogado diz que acusações contra padre foram forjadas
Padre José Amaro Lopes é coordenador da Pastoral da Terra em Anapu, sudoeste do Pará, e está preso desde o dia 27 de março.

Por: Victor Furtado/O Liberal


O coletivo em defesa do padre José Amaro Lopes de Souza garante, após analisar os inquéritos, afirma que as acusações contra ele foram forjadas. O advogado José Batista diz que nas diversas denúncias faltam provas. Para os membros da comissão, formada por 20 entidades - incluindo as igrejas anglicana e luterana -, o líder religioso foi vítima de uma campanha de difamação por parte de um grupo de grileiros. Uma medida de menor valor do que assassiná-lo, como foi feito com a irmã Dorothy Stang. E que atraía muito menos atenção. O padre segue preso, desde o dia 27 de março. Há uma calendário de atividades alusivas a informar a sociedade e protestar contra a prisão. A expectativa é de que ele seja liberado nesta semana.


O padre foi acusado de comandar invasões de terras, extorquir fazendeiros, assédio sexual, esbulho possessório (invasão violenta), ameaças e até estupros de vulnerável e homicídios. Ele é maranhense e chegou a Anapu, em 2005, para auxiliar a missionária irmã Dorothy Stang pela Comissão Pastoral da Terra. Ele assumiu a paróquia de Santa Luzia, em Anapu.


O advogado afirma que os advogados que representam padre Amaro tiveram acesso ao inquérito policial que embasou a prisão. Analisaram todos os depoimentos, boletins de ocorrência, provas e concluíram que a acusação era inconsistente. Faltavam testemunhas, relatos, provas e registros de crimes. Mas para ele o que já coloca a série de acusações em xeque é que todas vieram de um grupo de dez grileiros. Essas pessoas reclamavam que o pároco estava conduzindo invasões às terras deles.


As acusações de organizar invasões e ameaçar remontam de 2005, desde quando Dorothy era viva. Mas não há qualquer boletim de ocorrência ou depoimento assinado sobre isso entre 2005 e 2018.

FONTE: O LIBERAL

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