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16/04/2018 ás 13h01

Moraes Filho

Xinguara / PA

Pará tem pior malha rodoviária do país
É o que diz pesquisa da CNT, que propõe investimentos de R$ 2,16 bi no Estado
Pará tem pior malha rodoviária do país

Em nenhum outro estado brasileiro a situação das estradas é tão crítica quanto no Pará. Dos 3.896 quilômetros de estradas que cortam o Estado, somente um trecho de 16 quilômetros não apresenta nenhum defeito. No geral, 86,5% da malha viária paraense (3.365 quilômetros) apresenta alguma deficiência, sendo que em 61,8%, ou em 2.403 quilômetros, a classificação é ruim ou péssima. É disparada a realidade mais preocupante, dentre todas as Unidades da Federação, segundo os pesquisadores da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que cortaram mais de 105,8 mil rodovias federais e estaduais ao longo do último ano.


Não por acaso, o estudo cita três trechos paraenses entre as seis piores ligações rodoviárias do Brasil. Nesse rol de trechos mais intransitáveis do País, estão 244 quilômetros entre Marabá e Dom Eliseu (BR-222); o trecho também entre Marabá e o município tocantinense de Wanderlândia (BR-153, BR-230 e PA-153/BR-153); e a ligação entre Belém e Guaraí (TO), que cruza as rodovias BR-222, PA-150, PA-151, PA-252, PA-287, PA-447, PA-475, PA-483 e TO-336.


Para chegar a esses índices, o estudo levou em consideração as condições do pavimento, da sinalização e da geometria da via. Com rodovias tão problemáticas, os paraenses têm um acréscimo de 35,7% no custo do transporte rodoviário, uma vez que rodovias com deficiência têm menos segurança, exigem mais manutenção dos veículos e maior consumo de combustível.


Segundo estimativas da CNT, precisariam ser investidos, no mínimo, R$ 2,16 bilhões para recuperar, restaurar e manter as rodovias paraenses - maior custo avaliado dentre todas as Unidades da Federação. A maior parte desse montante, cerca de R$ 1,38 bilhão, seria destinado para restaurar os trechos com trincas, buracos, ondulações e afundamentos nas estradas do Estado. Para fazer a manutenção nos trechos desgastados, seriam necessários mais R$ 746,59 milhões, sendo que, pelo menos, R$ 2 milhões, seriam destinados para reconstrução de trechos totalmente destruídos.


O detalhamento da pesquisa aponta que é praticamente inexistente sinalização na malha viária do Pará. Há problemas de sinalização atualmente em 96,5% da extensão avaliada. Somente em 3,5%, o estado foi classificado como ótimo ou bom. Ao analisar os trechos onde foi possível a identificação visual de placas, 56,2% apresentaram placas desgastadas ou totalmente ilegíveis. Em 64,8% das pistas simples de mão dupla a pintura das faixas está desgastada e, em 25,2%, ela é totalmente inexistente. O abandono também é observado pela vegetação que cresce em direção a pista, onde cerca de 20,3% das placas de sinalização estão cobertas pelo mato.


A pesquisa classificou o pavimento como regular, ruim ou péssimo em 69,8% da extensão avaliada no Pará, enquanto que 30,2% foram considerados ótimos ou bons. Em 62,3% da extensão pesquisada apresentou a superfície do pavimento desgastada - pior avaliação de pavimento do País. Já em relação a geometria da via - variável que considera o tipo de rodovia (pista simples ou dupla) e a presença de faixa adicional de subida (3ª faixa), de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento - a pesquisa constatou que 81,7% da extensão pesquisada não tem condições satisfatórias de geometria; 18,3% tiveram classificação ótimo ou bom nesse aspecto. O Estado tem 98,2% da extensão das rodovias avaliadas de pista simples de mão dupla.


A pesquisa identificou, ainda, 50 trechos com buracos grandes e 14 com erosões na pista que colocam em risco o condutor ao trafegar pelas rodovias paraenses.

FONTE: O LIBERAL

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