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Fake News representa ameaça real à segurança pública
Eles são capazes de fazer um tema se transformar em tendência, atacar uma figura pública, espalhar um boato e, inclusive ser importante arma política
Moraes Filho Xinguara - PA
Postada em 10/05/2018 ás 19h22
Fake News representa ameaça real à segurança pública

Símbolo de alegria, Aurino Pinduca Firmino Gonçalves, o famoso "Pinduca, o Rei do carimbó" perdeu o sorriso e a paz em uma noite do ano de 2017. O telefone de sua casa e o celular tocavam incessantemente. Eram familiares, amigos e fãs atrás de notícias sobre o músico de 80 anos.


Poucos minutos antes, alguém veiculou na internet que um avião transportando o músico havia caído e ele estava morto. "Já haviam me matado várias vezes, mas naquela época, a internet não tinha toda essa força. Quando vi a repercussão do boato, decidi gravar um vídeo informando a todos que estava vivinho da silva" disse o cantor.


Pinduca procurou uma delegacia especializada para denunciar o caso, mas decidiu não levar a investigação adiante. "Sou de paz e deixei pra lá. Só lamento muito algumas pessoas usarem a internet para fins tão nocivos quanto esse, ao invés de usarem a tecnologia para ajudar os outros", reclamou.


Facilidade


Quem tem acesso à internet, provavelmente já se deparou com notícias falsas, mesmo sem se dar conta disso. Até mesmo nos grupos de aplicativos de mensagens instantâneas (WhatsApp) considerados “inocentes” como os chamados “grupos da família”, as chamadas fake news se espalham com uma velocidade devastadora, muitas vezes, com a ajuda de robôs.


Segundo a Universidade de Oxford, mais da metade do tráfego da internet é feita por bots - programas que simulam ações humanas repetidas vezes de forma padrão. Eles são capazes de fazer um tema se transformar em tendência, atacar uma figura pública, espalhar um boato e, inclusive ser importante arma política.


A Delegacia de Polícia de Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT) informa que não existe o crime de fake news catalogado no código penal. Mas é analisado o tipo de prejuízo gerado pela mensagem ou postagem falsa à vítima, para definir a tipificação do crime. Dependendo do contexto, a proliferação de fake news pode representar alguns delitos previstos no código penal.

FONTE: CORREIO DE CARAJAS
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