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15/06/2018 ás 21h51 - atualizada em 06/11/2018 ás 21h06

Moraes Filho

Xinguara / PA

Conheça histórias de pessoas que nunca namoraram
Cada qual com seu cada qual, como diz o provérbio, mas com uma coisa em comum: a paz com a solteirice. O POVO Online entrevistou alguns solteiros e uma psicóloga especialista em relações interpessoais

Uma das datas mais esperadas (ou não) do calendário brasileiro acontece nesta terça-feira: o Dia dos Namorados. O 12 de junho é sinônimo de presente para o seu amado ou amada, declarações e homenagens. Nesse contexto, existie uma parcela, talvez não tão pequena como pensamos, de pessoas que nunca namoraram. Seja por escolha, prioridades ou tentativas em vão, há quem esteja muito bem com a sua solteirice.


O namoro, nos dias atuais, é “idealizado.” É o que explica a psicóloga, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenadora do Laboratório de Relações Interpessoais. Suzana Kramer. “Hoje, a pessoa se relacionar ou não está muito ligado com a tríade ‘eu, tu e eles’, sendo este último toda a sociedade que dá opinião sobre relacionamentos”, pondera a especialista. Para a professora, os relacionamentos têm sido muito pautados pelo outro, pelas redes sociais e existe, sim, um certo tipo de pressão sobre as pessoas.


“Às vezes, a pessoa consegue fugir desse conceito e perceber que o mais importante na equação é o ‘eu’. O namoro de hoje está em crise e idealizado. Quanto mais se idealiza uma relação, maior é o distanciamento disso se tornar realidade”, comenta a psicóloga.


O POVO Online conversou com algumas dessas pessoas para tentar entender as razões por trás, as reservas, anseios e os planos para o futuro de alguns solteiros.


Fernanda Alice



Fernanda Alice (Foto: arquivo pessoal)


A paraibana de 20 anos é estudante de Direito da Universidade Federal de Campina Grande e almeja passar em um concurso público para analista ou técnica judiciária. Ela escolheu priorizar o estudos ao namoro.


"Talvez também tenha a questão do medo, mas eu sempre fui tão focada em outras coisas da minha vida que acabei esquecendo. Oportunidade teve. Mas o foco em outras áreas foi me fazendo deixar essa parte pra trás, dava muito trabalho", comenta a estudante.


Vida de concurseira pode ser bem solitária, de acordo com Fernanda. Para resolver o problema da solidão, o que resta é ir para uma festa conhecer novas pessoas. "Seria bom conhecer alguém que eu me importasse e gostasse mesmo, mas não faz tanta falta assim não", conclui. O Dia dos Namorados também é uma data muito comercial. Para Fernanda, o dia "não faz a menor diferença". Pensando no futuro, a paraibana espera namorar alguém. "É bom, né?", brinca.


Davi Ramos



Davi Ramos (Foto: reprodução/ Facebook)


Ao contrário de Fernanda, Davi Ramos, 24, já até tentou iniciar um relacionamento sério, mas nem chegou a começar. “Já tive uma oportunidade e não deu certo por conta de muita pressão e ciúmes que a gente tinha. Não consegui lidar com isso”, conta o fortalezense


“Ah, nunca foi prioridade me relacionar firme, a gente tem vontade muito pela curiosidade, né? Ter experiências e saber como é o sentimento”, diz Davi.


Hoje em dia, ele diz estar “conformado com a solteirice”, mesmo sempre com vontade de namorar. Ele não nega que adora uma boa festa. “Gosto muito de ser solteiro porque não tem ninguém pra ficar no meu pé e eu posso beijar quem eu quiser. Tem a questão da liberdade também que eu não teria se namorasse. Sou feliz comigo assim”, afirma Davi.


Questionado sobre o futuro, ele responde: “Não fico pensando nisso, deixo acontecer. Quando acontecer, vou feliz”, diz.


Lia Mota



Lia Mota (Foto: reprodução/ Facebook)


A jornalista de 25 anos adora a independência e a liberdade que se têm quando é solteira. Para a comunicadora, “ser livre” é provavelmente a qualidade que mais a impede de namorar. “Acredito que eu nunca me apaixonei verdadeiramente. Só vou namorar quando eu amar mesmo. Não vejo necessidade de forçar um sentimento sem ter, por isso minhas relações são bem fluídas. Enjoo muito rápido”, pontua.


Liberdade de ir e vir e não ter obrigação de dar satisfação. Lia aprova e vive sob esta máxima. “No futuro, eu acredito que meu dia chegará, quando vão conseguir arrebatar meu coração, mas até lá eu adoro ser solteira. Não ter que ficar dizendo pra onde vou ou não vou para ninguém”, arremata.


O 12 de junho, para a jornalista, é apenas “mais uma data comercial”, uma oportunidade para ganhar presente e movimentar o capitalismo, como várias outras datas comemorativas. “Acho legal a celebração do amor, mas por trás disso tem toda uma lógica. Os casais sempre já tiveram sua data de comemorar, né, o dia em que começa o namoro”, comenta Lia.


Karina Fernandes



Karina Fernandes (Foto: reprodução/ Facebook)


“Nunca tive a oportunidade, mas também não é uma prioridade”, é o que pensa Karina Fernandes, estudante de 21 anos de Gastronomia da UFC, que nunca namorou. Segundo Karina, ela nunca encontrou uma pessoa que ela olhe e pense “valhe a pena”. “De vez em quando vem a falta de ter alguém do seu lado, mas a gente segue em frente. Minha vida é muito tranquila nesse aspecto”, conta.


A estudante não tem planos para o seu futuro amoroso. “Não fico planejando, se aparecer alguém, é bom, vou ficar feliz, mas se também não vier eu vou ficar ótima do mesmo jeito. Eu não fico procurando, eu espero”, pontua.

FONTE: O POVO Online

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