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02/08/2018 ás 10h16 - atualizada em 02/08/2018 ás 10h18

Moraes Filho

Xinguara / PA

Animais peçonhentos provocam 7 mil vítimas no Estado
Serpentes, escorpiões e aranhas lideram lista de ocorrências
Animais peçonhentos provocam 7 mil vítimas no Estado
Divulgação

No Pará ocorrem em média ao ano 5.000 acidentes com serpentes, 1.700 acidentes com escorpiões e 300 com aranha ao ano. Destes, 52% são considerados leves, 37% moderados e cerca de 5% são graves. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), os acidentes com serpentes acontecem com mais frequência no campo, enquanto que os com escorpiões e aranhas têm característica urbana. No Pará, os acidentes com escorpiões tem frequência predominantemente rural (70%), pois a espécie Tytyus obscurus apresenta perfil diferente dos demais escorpiões do país.


Ainda segundo a Secretaria, o local da picada varia bastante com o tipo de acidente envolvido. Nas serpentes o pé (54,46%) e a perna (22,73%) são os locais de maior frequência. Nos acidentes com aranha o pé (23,79%) e a mão (22,91 %). Nos acidentes com escorpião o dedo da mão (25,42%) e o pé (21,25%). Nos acidentes com lagarta o pé (27,60%) e a mão (25,00%). Nos acidentes com abelhas a cabeça (38,06%) e nos outros animais o pé (69,45%) é a parte mais acometida.


Além disso, o levantamento da Sespa apontou que o sexo masculino sempre é o que mais se acidenta. A proporção é duas vezes e meia maior (75,55%) em relação ao sexo feminino (24,43%) - o que está estritamente relacionado ao tipo de trabalho desenvolvido. Já os óbitos relacionados ao agravo tem predominância no sexo masculino sendo na proporção 3,5 vezes maior que no sexo feminino. Na sequência, a quantidade de pessoas que foram internadas no Pará, entre 2016 e até maio de 2018, somaram 4.523. Delas, 1.899 internadas em 2016; 1.955 em 2017 e 669 em 2018. Os números constam no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)  do Ministério da Saúde.


O órgão recomenda que a Coordenação Estadual de Zoonoses, que funciona como orientadora aos Centros de Controle de Zoonoses (CCZ) mantidos pelos municípios, devem atuar na administração do avanço de populações de animais domésticos (cães, gatos e animais de grande porte) e animais sinantrópicos (ratos, mosquitos e morcegos, entre outros), como forma de controlar doenças transmitidas (zoonoses e doenças transmitidas por vetores) e agravos provocados por esses animais.


“Esses centros também devem ter programas voltados para a profilaxia da raiva, controle de roedores, distribuição de soro antiofídico para hospitais e Unidades Municipais de Saúde e referências e controle de animais sinantrópicos (pombo, caracol, escorpião, morcego), realizando o atendimento ao público com orientações por telefone”.

FONTE: Por: O Liberal

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