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Política

05/08/2018 ás 23h08

Moraes Filho

Xinguara / PA

Bolsonaro oficializa general como vice: "Somos soldados do nosso Brasil"
O Exército já afirmou que as decisões de militares da reserva de participar das eleições são individuais e não são orientadas pelo Comando da instituição
Bolsonaro oficializa general como vice:

"Deixo de ser capitão e o general deixa de ser general. Nós passamos a ser a partir de agora soldados do nosso Brasil. Numa só bandeira verde amarela, vai nos mover para mudar o nosso país".


Com essa frase, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) oficializou na tarde deste domingo (5), em São Paulo, o nome do general de reserva do Exército Antonio Hamilton Martins Mourão (PRTB) como seu vice na corrida eleitoral. O anúncio foi feito durante a convenção nacional do PRTB, que abriu mão de ter candidatura própria para apoiar e compor a chapa do deputado federal.


Foi a segunda convenção de Bolsonaro no dia - a primeira havia sido a do diretório paulista do seu próprio partido, o PSL, em um clube da zona norte de São Paulo.


"Agradeço a Deus por essa oportunidade. Prezado Levy, obrigado pela confiança", disse Bolsonaro, em referência ao presidente do PRTB. "Temos uma enorme responsabilidade em mudar o nosso Brasil. Não podemos mais ficar esperando qual facção ficará no poder, se o PT ou o PSDB. O Brasil é muito maior que qualquer briga política."


"Temos certeza de que com um presidente que tenha o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos, podemos trazer sim a paz ao nosso país. Saio daqui fortalecido, com a certeza de que essa nova família fará parte do sucesso do Brasil", afirmou o deputado federal.


Intervenção militar na política


Mourão foi membro do Alto Comando do Exército até passar para a reserva em fevereiro de 2018. Seu nome surgiu com força nos noticiários entre 2015 e 2017 quando, ainda no serviço ativo, criticou publicamente o governo de Dilma Rousseff (PT). Em setembro do ano passado, em uma crítica à corrupção na política, ele citou a possibilidade de uma intervenção militar durante um evento da comunidade maçônica em Brasília. Neste domingo, Mourão explicou o comentário.


"Foi uma questão de interpretação. Não fui feliz na forma que eu respondi. As Forças Armadas são responsáveis por garantir os poderes constitucionais, e a lei e a ordem quando fala nisso, fala em garantir a democracia e a paz social. Se o caos se instalar no país, se a lei for desrespeitada, então compete às Forças Armadas impedir que isso ocorra. Mas felizmente tudo está caminhando da forma como tem que ser. Apesar de todos os problemas, o Brasil é maior que isso é nós vamos superar", afirmou.


O Exército já afirmou que as decisões de militares da reserva de participar das eleições são individuais e não são orientadas pelo Comando da instituição --que não tem nenhuma participação nas candidaturas. A legislação brasileira não faz qualquer restrição a candidaturas de militares da reserva.

FONTE: COM INFORMAÇÕES DA UOL

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