Ourilândia/ Moradores voltam ás ruas em defesa das atividades da Vale

Carreata-750x422Apesar da suspensão da ordem de fechamento da indústria da Mineração Onça Puma, por liminar do desembargador plantonista no último fim de semana no Tribunal Federal da 1ª Região (TRF1), João Batista Moreira, a cidade de Ourilândia do Norte continua numa espécie de vigília em defesa do empreendimento de exploração de níquel pertencente à empresa Vale. Depois da interdição da PA-279, na manhã de segunda (9) e terça (10), empresários, trabalhadores e representantes da classe política participaram de uma carreata pelas ruas da cidade, que terminou em um ato público contra a paralisação das atividades da mineradora, que ainda está acontecendo neste instante (19h40).

A carreata foi convocada pela Associação Empresarial de Ourilândia do Norte (AEON) e segundo os organizadores reuniu mais de 500 carros – além de muitas motos e mais de mil pessoas. O objetivo das sucessivas manifestações, segundo o presidente da AEON, Mauri Vandir, é reunir imagens para juntar à defesa da Vale no Judiciário, demonstrando que a população é contra a paralisação das atividades da Onça Puma e que isso traria um prejuízo imensurável ao município.

Segundo Vandir, a interdição da rodovia na manhã desta segunda-feira já surtiu efeitos práticos, levando o Ministério Público Federal (MPF) a chamar o prefeito Romildo Veloso e Silva (PSD) e o Jurídico da prefeitura e da Vale para uma reunião na manhã de hoje (10). Até agora, não se sabe o teor do que foi discutido na reunião e que resultados práticos podem vir dessa conversa. Mas, na avaliação do presidente da entidade empresarial de Ourilândia, só a convocação da prefeitura e da Vale já foi um avanço.

Carreata-2Entenda – Associações indígenas Xikrin e Kayapó pediram a paralisação das atividades de exploração de níquel, nas minas Onça e Puma, alegando que o Rio Caeteté estaria sendo contaminado pelo projeto, causando inclusive doenças em membros da comunidade. O Ministério Público Federal (MPF), então, decidiu pedir à Justiça Federal a paralisação da atividade mineraria da empresa, até que estudos fossem feitos sobre a gravidade da situação.

Em setembro deste ano, a 5ª Turma do TRF1 determinou a paralisação das atividades do empreendimento e determinou que a Vale pagasse um salário mínimo para cada indígena, a partir de setembro de 2016.

Segundo os índios, a empresa não acatou a decisão do Tribunal Federal e continuou explorando o minério. Por isso, decidiram pedir a interdição da Vale em Ourilândia, o que levou à determinação do desembargador Antônio Souza Prudente de mandar lacrar a Mineração Onça Puma, na quinta-feira da semana passada. No fim de semana, a determinação foi suspensa pelo desembargador de plantão no TRF1, João Batista Moreira. (Com informações de Amauri Júnior. Imagens: Divulgação.). Blog do João Carlos

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