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POLÍTICA

No Pará, Fernando Haddad defende verbas e incentivos à educação e faz críticas a Bolsonaro

Embalado por gritos em defesa do ensino público, Haddad usou todo o discurso para criticar o presidente Jair Bolsonaro.

25/05/2019 12h08Atualizado há 1 ano
Por: Moraes Filho
Fonte: DOL

O ex-candidato à presidência da República Fernando Haddad cumpriu agenda política ontem no Pará. Haddad chegou por volta das 10h na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, onde foi recebido por mais de 500 pessoas, a maioria estudantes.

No início da noite discursou para uma multidão de universitários na área do Vadião, na Universidade Federal do Pará (UFPA). A agenda faz parte da Caravana Lula Livre, que tem como objetivo defender a importância da liberdade do ex-presidente Lula e se posicionar contra a reforma da Previdência e em defesa da educação.

Embalado por gritos em defesa do ensino público, Haddad usou todo o discurso para criticar o presidente Jair Bolsonaro. Defendeu a universidade como um espaço democrático de aprendizagem e respeito às diversidades de cor, gênero e orientação sexual. “Ninguém pode sair daqui sem diploma. Negros, mulheres, jovens e homossexuais, todos têm um lugar aqui”, destacou. Durante o discurso lembrou que o Supremo Tribunal Federal já decidiu pela criminalização da homofobia.

O Ministério da Educação (MEC) bloqueou, no final de abril, uma parte do orçamento das 63 universidades públicas e dos 38 institutos federais de ensino. Haddad mencionou, em particular, a UFPA por ser uma das melhores instituições de ensino superior do país. “Esta universidade é destaque na produção científica e é 70% coordenado por mulheres”.

Ao criticar Bolsonaro, o petista foi irônico, afirmando que o sistema que pode derrubar o atual presidente deve ser o cognitivo “porque só uma pessoa com esse tipo de problema não tem ideia do que é a educação num país, não sabe que uma universidade representa todas as identidades do Brasil”.

Haddad chegou a Belém acompanhado pela presidente nacional do PT Gleisi Hoffmann e por lideranças políticas locais do PT, PCdoB e PSOL. Os partidos de esquerda são contra à proposta de Reforma da Previdência encaminhada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional.

“Essa reforma protege um bando de milionário caloteiro que não paga a previdência e pune o trabalhador, que se recebesse o que é justo teríamos superávit e não déficit previdenciário”, questionou. A agenda de Fernando Haddad no estado termina hoje após um ato político na praça central do município de Concórdia do Pará.

Ao finalizar o ato em Belém Haddad lembrou que o Brasil está unido e que a derrota nas ruas vai educar Bolsonaro. O petista se referiu aos protestos realizados em todo o Brasil, no último dia 15, contra o presidente. Após o discurso ele desceu do palanque e circulou no meio das pessoas presentes no ato. A agenda de Fernando Haddad no estado termina hoje após um ato político na praça central do município de Concórdia do Pará.

(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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