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Empresa que vendeu respiradores abriu filial em Marabá após assinar contrato com o governo Helder Barbalho

O empresário que intermediou a venda de 200 respiradores ao governo de Santa Catarina por R$ 33 milhões, um negócio também dos mais nebulosos, tem contratos com o governo do Pará e prefeituras catarinenses e de Goiás, diz The Intercept Brasil

17/05/2020 00h39Atualizado há 2 semanas
Por: Moraes Filho
Fonte: BLOG ESPAÇO ABERTO
Foto: Revista Exame
Foto: Revista Exame

Quanto mais se remexe nessa questão da compra, sem processo licitatório, de 152 respiradores imprestáveis pelo governo Helder Barbalho, mais se acha.

E são coisas das mais relevantes que encontramos.

Um detalhe intrigante, por exemplo, está num trecho quase escondido do depoimentos que o empresário André Felipe de Oliveira prestou à Polícia Federal, logo depois que foi preso na última quarta-feira (13).

Olhem acima, na imagem, o trecho que está destacado.

Oliveira diz que a SKN abriu uma filial no município de Marabá, depois de assinar o contrato com o governo do estado, pelo qual pagou R$ 25,2 milhões antecipadamente.

A SKN vai manter o negócio a partir de Marabá, como pretendia?

Sério mesmo: essa empresa descobriu Marabá no mapa apenas depois de fechar o contrato com o governo do Pará?

Essas questões, bem intrigantes, haverão de ser deslindadas, espera-se, no curso de investigações em curso, e até aqui ainda sigilosas.

Tem mais.

The Intercept Brasil, aquele mesmo, que divulgou as conversas nada republicanas, digamos assim, de Sergio Moro quando ainda julgava processos na Justiça Federal em Curitiba, revelou nesta sexta-feira (15) que o empresário que intermediou a venda de 200 respiradores ao governo de Santa Catarina por R$ 33 milhões, um negócio também dos mais nebulosos, tem contratos com o governo do Pará e prefeituras catarinenses e de Goiás para fornecer vale-alimentação a estudantes das redes públicas durante a pandemia de covid-19.

A fraude em Santa Catarina, denunciada por uma investigação exclusiva do Intercept, detonou uma crise política que derrubou dois dos principais secretários do governo de Carlos Moisés, do PSL, um bombeiro que se elegeu na esteira do bolsonarismo, e faz o próprio governador balançar no cargo.

Como no caso dos respiradores, lembra o Intercept, os contratos de vale-alimentação foram fechados em caráter emergencial – isto é, sem licitação – por causa da crise do novo coronavírus.

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