Domingo, 25 de Outubro de 2020
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Empresários brasileiros cobram metas do governo sobre desmatamento

11/07/2020 11h39 Atualizada há 3 meses
Por: Redação Integrada Fonte: JORNAL MANANCIAL

Ao contrário dos investidores estrangeiros, o empresariado nacional cobrou prazos específicos ao vice-presidente Mourão. A cobrança se deu na reunião do dia 10, com o vice-presidente Hamilton Mourão, após o envio de uma carta nesta semana ao governo pedindo ações pela preservação da Amazônia.

Entre as organizações que assinaram o texto estão a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e a Associação Brasileira de Indústrias de Óleo Vegetal (Abiove).

Dessa vez os empresários brasileiros cobraram metas do governo, ao contrário dos estrangeiros, que não fixaram prazos específicos. Hamilton Mourão disse que o plano já está sendo desenvolvido nos últimos meses e que ele prefere fazer o planejamento de forma correta e não fazer promessas que não possam ser cumpridas.

Para o MPF, Salles tem condutas cujo traço comum é a desconsideração com as normas, critérios científicos e técnicos, em total desrespeito aos princípios ambientais da precaução, da prevenção e da vedação do retrocesso

 

Vale lembrar que um dia antes (9), Mourão se reuniu com representantes de fundos de investimentos estrangeiros, e reafirmou compromisso com a preservação do meio ambiente.

Tudo isso vem logo após o aumento das queimadas na Amazônia, que inclusive, levou procuradores a pedir o afastamento de Ricardo Salles do ministério do Meio Ambiente.

Para os procuradores, Salles age com a intenção de desmontar a proteção ao meio ambiente no país, incorrendo no ato de improbidade administrativa.

Os procuradores dizem que a desestruturação orçamentária ocorreu com a edição de decretos, despachos e portarias. Além disso, acusam o desmonte do Conama, das informações da página do Ministério do Meio Ambiente; pelo constrangimento ao INPE e pela "censura da comunicação institucional" do Ibama e do ICMBio.

Salles ainda é acusado de reduzir recursos para a fiscalização do Ministério do Meio Ambiente, bem como o "desmonte" da fiscalização ambiental.

A gota d’água para os procuradores foi naquela reunião ministerial fatídica do dia m 22 de abril deste ano, no Palácio do Planalto, onde o ministro falou em "passar a boiada" – ou seja, aproveitar o período da pandemia do coronavírus para mudar atos e normas relacionados ao meio ambiente.

Logicamente que essa declaração do ministro Salles "escancarou os propósitos de sua gestão e o desvio de finalidade nos atos praticados". Vamos esperar, que dessa vez, os problemas da Amazônia sejam resolvidos, logicamente sem prejudicar o agronegócio.

 

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MORAES FILHO
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