Sexta, 30 de Outubro de 2020
Política INSATISFAÇÃO

Reitor da Unifesspa diz que governo federal deu um golpe na instituição

O professor Maurílio Monteiro, atual reitor, teve 84,4% dos votos válidos. Francisco Ribeiro ficou em terceiro lugar, com 6,9% dos votos.

20/09/2020 10h16 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Integrada Fonte: Hiroshi Bogéa
Ao lado da vice-reitora Idelma Santiago, Maurílio disse que a decisão do governo é um ato discricionário.
Ao lado da vice-reitora Idelma Santiago, Maurílio disse que a decisão do governo é um ato discricionário.

 

“Estamos encerrando o mandato de cabeça erguida. Mas sabemos de onde vem o golpe. Não veio daqui de dentro . Nosso compromisso é com a instituição. O inimigo central não está aqui dentro”, declaração e do  reitor da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa),  Maurílio Monteiro, em entrevista esta manhã, ao comentar a decisão do governo federal  de nomear o professor Francisco Ribeiro da Costa como novo reitor instituição.

O professor Maurílio Monteiro, atual reitor, teve 84,4% dos votos válidos. Francisco Ribeiro ficou em terceiro lugar, com 6,9% dos votos.

Ao lado da vice-reitora  Idelma Santiago, Maurílio disse que a decisão do governo é um ato discricionário.

“É um golpe duríssimo na autonomia da universidade,  duro golpe na  Constituição. As universidades têm autonomia para decidir seus rumos, errando ou acertando”, reagiu Maurílio.

Ainda segundo o Maurílio, esse foi também um golpe contra todas as lideranças políticas locais., ao revelar que todas as Câmaras de Vereadores da região aprovaram requerimento ao governo federal para que este reconhecesse a votação e que a indicação recaísse sobre o mais votado pela comunidade.

“Nós sentimos o golpe”, desabafou o professor o denunciar que o governo Bolsonaro contraria a vontade manifesta por alunos, professores, comunidade acadêmica.

Ao reconhecer um clima de tristeza dentro da instituição, o reitor revigorou sua fala ao revelar estar encerrando o mandato de cabeça erguida.

“Sabemos de onde vem o golpe. Não veio daqui de dentro. Quem deu o golpe não está entre nós. Não vamos morder a isca. Nosso compromisso é com a instituição. É um golpe triste, nefasto, autoritário, porque macula quem vai assumir o lugar, porque não está assumindo em nome da universidade. A universidade vai continuar unida. Ampliarmos a democracia na universidade é o melhor caminho para resistirmos”, disse, deixando claro que não vai patrocinar qualquer ação que cause instabilidade jurídica ou política na Unifesspa.

 

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