Sábado, 05 de Dezembro de 2020
Geral ESTATÍSTICA

Setor de serviços tem alta de 1,3% em agosto, terceiro mês de crescimento consecutivo após regras de isolamento social

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (14) pelo IBGE.

21/10/2020 23h05
Por: Redação Integrada Fonte: Bruna Maria/IBGE
Setor de serviços tem alta de 1,3% em agosto, terceiro mês de crescimento consecutivo após regras de isolamento social

O setor de serviços no estado do Pará registrou, em agosto, expansão de 1,3% no volume de serviços na comparação com o mês imediatamente anterior (julho), acompanhando o avanço (2,9%) observado no Brasil e em 21 das 27 Unidades da Federação pesquisadas. É o terceiro mês consecutivo em que o setor varia positivamente, no contexto da pandemia do COVID 19 que estabeleceu regras de isolamento social. Entretanto, a variação positiva no estado ficou abaixo da média nacional, indicando que o setor se recupera de forma mais lenta no Pará. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (14) pelo IBGE.

No contexto da pandemia, o estado registrou três taxas negativas (março, abril, maio), cuja perda acumulada foi de -16,8%, e três taxas positivas (junho, julho, agosto), que representaram um ganho de 12,5%. Os setores que contribuíram para o aumento do volume de serviços no estado do Pará foram: Transporte, em particular o aéreo de passageiros; Serviços Administrativos e Complementares, principalmente a locação de automóveis; Alojamento e Alimentação, a exemplo dos restaurantes e hotéis.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume de serviços no Pará registrou variação negativa de -3,2%, acompanhando o recuo do volume de serviços no Brasil (-10,0%) e das 26 das 27 unidades da federação. Desde abril todos os meses apresentaram taxas negativas se comparados ao mesmo período do ano anterior. Em agosto, quatro dos cinco setores investigados contribuíram para esse resultado, que são o de transportes (aéreo de passageiros e rodoviários de passageiros); o de agenciamento marítimo; o de informação e comunicação (serviços de exibição de filmes – cinemas) e o de alimentação (restaurantes).

Por necessitar do atendimento presencial para ser realizado, como é o caso dos restaurantes, academias, centros de estética, salas de audiovisual (cinemas) e outras atividades, o setor de serviços foi diretamente impactado pelas medidas de isolamento social e enfrenta dificuldades para, no curto prazo, retomar o patamar pré-pandemia. Além disso, as receitas advindas do auxílio emergencial tem pouco impacto nesse setor, uma vez que a prioridade das pessoas costuma estar mais direcionada para questões de subsistência (alimentação, saúde, moradia) do que para comer fora de casa, por exemplo.

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