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Política POLÍTICA

Com apoio do PT, Maia fecha bloco de 11 partidos contra candidatura de Lira

O futuro candidato endossado por Maia enfrentará Arthur Lira (PP-AL), que por sua vez tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de ao menos 190 deputados.

19/12/2020 00h33 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Integrada Fonte: Eduardo Militão e Rafael Bragança/Do UOL, em Brasília e em São Paulo
Com apoio do PT, Maia fecha bloco de 11 partidos contra candidatura de Lira
Com apoio do PT, Maia fecha bloco de 11 partidos contra candidatura de Lira

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou a formação de um bloco de 11 partidos de centro, de direita e de esquerda para apresentar uma candidatura ao comando da Casa, nas eleições que acontecem em 1º de fevereiro. O candidato ainda não foi definido, e os mais cotados hoje são Baleia Rossi (MDB-SP) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

"Este grupo que hoje se apresenta tem muitas diferenças, sim, porque, diferentemente daqueles que não suportam viver no marco das leis e das instituições e que não suportam o contraditório, nós fortalecemos nas divergências, no respeito na civilidade e nas regras do jogo democrático", disse Maia na tarde de hoje.

O futuro candidato endossado por Maia enfrentará Arthur Lira (PP-AL), que por sua vez tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de ao menos 190 deputados.

Quem apoia quem

O grupo de Maia é formado pelas bancadas de DEM, PSDB, MDB, PSL e Cidadania, ao centro e à direita, além de PT, PSB, PDT e PCdoB, PV e Rede, à esquerda. O PSOL deve lançar candidato próprio, mas o apoio a Maia contra Lira no segundo turno é certo.

Os 11 partidos que apoiam o bloco têm juntos 281 deputados. Para ganhar a eleição no primeiro turno, é preciso de 257 votos. No entanto, em votações secretas, não é possível garantir que não haverá traições. Num segundo turno contra Lira, o bloco espera ter o apoio de dez votos do PSOL.

O bloco de Lira é formado por partidos como PP, PSD, PL, Avante e Republicanos. Outro candidato à sucessão é o Capitão Augusto (PL-SP).

O presidente Bolsonaro apoiou a eleição de Maia em 2019, mas eles se tornaram adversários ao longo dos últimos dois anos. O mais recente capítulo da disputa não completou nem 24 horas: ontem presidente decidiu culpar Maia de barrar o pagamento do 13º do Bolsa Família, quando, na verdade, o governo fez um acordo para que a medida não prosperasse. Hoje chefe da Câmara chamou Bolsonaro de mentiroso no plenário.

Em recado ao presidente, embora não tenha citado nominalmente Bolsonaro, Maia disse que o bloco que o apoia se uniu contra o "negacionismo", as fake news e o "autoritarismo".

"Essa não é uma eleição entre candidato A e B, é uma eleição entre ser livre ou subserviente, ser fiel à democracia ou aliado do autoritarismo, ser parceiro da ciência ou se conivente com o negacionismo, ser fiel aos fatos ou devoto das fake News. É por isso que hoje nos unimos", afirmou o presidente da Câmara.

Maior bancada da Câmara, com 54 deputados, o PT disse que a oposição quer apresentar um candidato, apesar da preferência por Baleia Rossi e Aguinaldo Ribeiro e pediu o apoio do PSOL ao bloco.

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