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Política REAÇÃO

Após acusação de Bolsonaro, Maia pauta MP do auxílio emergencial e governo tenta reverter

Na noite de quinta, o presidente disse que não vai haver 13º do Bolsa Família em 2021 porque o parlamentar deixou a medida provisória sobre o assunto caducar. Câmara tem sessão nesta sexta.

19/12/2020 23h57 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Integrada Fonte: G1 Globo
Andréia Koudsi Sadi

Após Jair Bolsonaro (sem partido) acusar o presidente da Câmara de não votar a 13º parcela do Bolsa Família, Rodrigo Maia (DEM-RJ) reagiu.

Ao blog, chamou o presidente de “mentiroso” e pautou para esta sexta-feira (18) a medida provisória que prorrogou o Auxílio Emergencial até dezembro, incluindo nela o pagamento do 13º do Bolsa Família em 2020.

"Já que o governo quer o 13º do Bolsa Família, vão poder defender a medida na MP do auxílio”, disse o presidente da Câmara.

Agora, a articulação política do governo trabalha para reverter o cenário e convencer Maia a tirar o item da pauta.

Saiba tudo sobre o auxílio emergencial

Ao blog, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse que, como o relatório não está pronto e precisa estar disponível 24 horas antes, ele acredita que o item não será votado nesta sexta – mas trabalha junto ao Planalto para que Maia tire da pauta de vez, temendo que a MP seja discutida na segunda-feira (21).

Na quinta, em live, Bolsonaro disse que Maia foi o responsável por travar a análise da MP que tratava do pagamento do 13º do Bolsa Família em 2020.

"O 13º do salário do Bolsa Família. Não teve esse ano porque o presidente da Câmara deixou caducar. Cobra do presidente da Câmara", disse o presidente. Para o governo, Maia está “retaliando” o presidente, após sua declaração, ao pautar a MP do auxílio. Como não há fonte de financiamento definida para o projeto, o governo quer retirar o tema da pauta e diz que não há acordo com partidos para votar a MP.

A pauta do MP do Auxílio Emergencial tem sido uma cobrança de partidos de oposição. As siglas querem ampliar o benefício, hoje de R$ 300. Antes, as parcelas eram de R$ 600 e os partidos de esquerda querem retomar esse valor.

A preocupação da equipe econômica é que a votação da MP abra brecha para uma eventual prorrogação do auxílio em 2021. E o governo terá de “colocar a cara” para dizer que não pode votar, trazendo desgaste político ao presidente Bolsonaro.

Sobre o relatório não estar disponível 24 horas antes da votação, Maia diz que ele é o presidente da Câmara e responsável pela articulação, e que conversa com os partidos que defendem e cobram a pauta.

 

 

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