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Política CGU

Governo usa a tecnologia da informação no combate à corrupção

A participação da sociedade também é importante para evitar o desvio de recursos

06/02/2021 19h16 Atualizada há 4 semanas
Por: Redação Integrada Fonte: GOVERNO FEDERAL
A Controladoria Geral da União usa a tecnologia Alice, que faz a verificação, por exemplo, de pelo menos 200 editais de licitação - Foto: CGU
A Controladoria Geral da União usa a tecnologia Alice, que faz a verificação, por exemplo, de pelo menos 200 editais de licitação - Foto: CGU

A Controladoria Geral da União (CGU), órgão de controle interno do Governo Federal, responsável por promover atividades relacionadas à defesa do patrimônio público, tem trabalhado com Tecnologia da Informação para atuar frente ao combate à corrupção.

“O Governo vem investindo muito em Tecnologia da Informação para acompanhar os recursos. Esse é o ponto que acho que é o nosso grande avanço”, afirmou o ministro da CGU, Wagner Rosário.

O ministro citou a tecnologia Alice, que faz a verificação, por exemplo, de pelo menos 200 editais de licitação que são inseridos diariamente no Comprasnet, sistema de compras do Governo. “O Alice faz uma verificação, tentando identificar palavras-chaves ou alguns tipos de problema naquela licitação. Identificado o problema, aí sim esse processo vai para análise de um auditor.”

O ministro explicou ainda que a Tecnologia da Informação vem para ajudar também na análise de problemas. “Nós fazemos análises com os dados que nós temos, que nos permitem ter um diagnóstico ou uma análise descritiva, ou uma análise preditiva de problemas. E eu acho que esse é o grande diferencial que nós temos hoje”, apontou o ministro da CGU.

Covid-19

E com a crise sanitária e econômica decorrente da Covid-19, em 2020, o papel da CGU no combate à corrupção e desvio de verbas públicas foi intensificado com o volume de recursos federais destinados ao enfrentamento do coronavírus. O Governo Federal teve um gasto extra de cerca de R$ 700 bilhões em ações para enfrentar a doença. Esse valor equivale a quase 10% do PIB brasileiro, o Produto Interno Bruto.

“A gente fez um trabalho bastante meticuloso”, contou. “A gente sabia que tinha um grande problema não no Brasil, mas no mundo. A gente tinha uma procura pelos mesmos itens no mundo todo. O mundo todo precisava de EPIs [Equipamentos de Proteção Individual] e respirador, e isso para uma situação normal de mercado já gerou um incremento significativo dos valores desses produtos, porque o mundo todo buscava o mesmo produto. Uma oferta reduzida, o que gerou um aumento do preço. E além disso, a gente já sabia que muitas pessoas iriam vender o que não tinham. Com a flexibilização das licitações, esse problema ia ser agravado. Então nós iniciamos um trabalho de acompanhamento.”

Participação da sociedade

Segundo o ministro, combater a corrupção é um fenômeno complexo em todo o mundo, e requer a participação da sociedade. “A corrupção ocorre de diversas maneiras. Ela envolve diversos atores e sempre numa zona obscura. Existem várias técnicas de combater a corrupção. Uma das técnicas é a participação da sociedade”, ressaltou.

Portal da Transparência

De acordo com o ministro da CGU, a sociedade tem colaborado nesse sentido. “Isso vem se reproduzindo nos números que nós temos. Nós tivemos 27,7 milhões de acessos ao Portal da Transparência do Governo neste ano de 2020, o que demonstra que as pessoas estão mais preocupadas. Eu acho que essa participação vai realmente auxiliar muito o Governo na luta contra a corrupção”, reforçou Wagner Rosário.

O Portal da Transparência é mantido pela Controladoria-Geral da União desde 2004. É um site de acesso livre, no qual o cidadão pode encontrar informações sobre como o dinheiro público é utilizado, além de se informar sobre assuntos relacionados à gestão pública do Brasil. Desde a criação, a ferramenta ganhou novos recursos, aumentou a oferta de dados ano após ano e se consolidou como importante instrumento de controle social.

 

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