Quinta, 04 de Março de 2021 (94) 99153-9530
Dólar comercial R$ 5,6 -1.201%
Euro R$ 6,74 -1.35%
Peso Argentino R$ 0,06 -1.46%
Bitcoin R$ 298.947,07 -0.596%
Bovespa 113.530,24 pontos +2.11%
Economia O ouro no Brasil

País já foi maior produtor do metal do mundo na era colonial

Os grandes reservatórios do minério foram localizados em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

10/02/2021 15h02
Por: Redação Integrada Fonte: Bianca ouro rio
País já foi maior produtor do metal do mundo na era colonial

Ao contrário do que muitos acreditam, a mineração do ouro no Brasil começou no Estado de São Paulo. Os primeiros registros da existência do metal precioso datam de 1532, após a fundação da Vila de São Vicente. Esse é um importante conhecimento para você adquirir caso tenha interesse em comprar ou vender ouro ou joias.

Depois disso, por volta de 1580, o português Afonso Sardinha dava início a extração do ouro nas jazidas dos arredores de São Paulo e da Serra da Mantiqueira. Entre 1600 e 1820 foi produzido um total de 4.650 arrobas de ouro apenas nesta região.

A exploração massiva do metal, no entanto, só ocorreu no século XVIII quando a extração do ouro tornou-se a principal atividade econômica do Brasil colonial, tomando o lugar das exportações do açúcar que decaiam, devido à concorrência do mercado produtor mundial.

Os grandes reservatórios do minério foram localizados em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, o que levou todo o fluxo comercial brasileiro para essa região. A migração de pessoas interessadas em explorar o metal fez surgir cidades, como Ouro Preto, Tiradentes e Mariana.

Ciclo do ouro

Leia esse artigo e fique por dentro do assunto

Nesse período, conhecido como o ciclo do ouro, a riqueza do país passou a ser gerado nessa região, o que também fez a Coroa Portuguesa transferir a capital do Brasil, de Salvador para o Rio de Janeiro, na tentativa de controlar o comércio do ouro e ganhar impostos oriundos dessa extração.

Com esse intuito, a coroa portuguesa tratou de criar as casas de Fundição, onde as pedras eram derretidas e transformadas em barras. Ali recebiam o selo de oficialidade e, poderiam ser negociadas, com a taxação de impostos sobre a compra.

Para tal, o governo tributava a atividade econômica de três formas. O Quinto: 20% de toda a produção deveria ser repassada para a coroa portuguesa, o Derrama: determinava que a colônia que produzisse o ouro deveria arrecadar cerca de 1500 kg do metal por ano, e ainda, a Capitação: cobrada por escravo que trabalhasse na mineração.

Com tanta gente explorando, a partir da metade do século XVIII, o metal começou a ficar escasso. No auge do ciclo, Minas Gerais chegou a comercializar um total de mais de 35 mil arrobas de ouro. Mato grosso e Goiás chegaram a cerca de 13 mil juntas. Mas a fonte não era inesgotável, e o período durou pouco, se comparado ao de outros produtos como a cana de açúcar e o café, posteriormente. 

Ainda assim, o metal gerou muita riqueza para a coroa portuguesa e os senhores de engenho que exploravam o metal, mas teve seu esgotamento em razão da incapacidade de explorar rochas mais duras, o que exigirá novas técnicas, diferentes da do ouro de aluvião, aquela de fácil extração, que não requer método sofisticado. Como o interesse da Coroa era o Quinto, a partir de 1824, o Brasil concedeu o direito de prospecção a estrangeiros.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Anúncio
Anúncio
Ele1 - Criar site de notícias