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Política ELEIÇÕES 2022

PT está de olho em dona do Magazine Luiza para presidência em 2022

Luiza Trajano é vista pela cúpula do partido de Lula como a alternativa capaz de dialogar com o povo e com os investidores.

24/02/2021 20h43 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Integrada Fonte: Igor Wilson com informações de Exame/DOL
Trajano comanda Magazine Luiza desde o início. | Reprodução
Trajano comanda Magazine Luiza desde o início. | Reprodução

Em busca de renascer no cenário político brasileiro, o PT (Partido dos Trabalhadores) está de olho na empresária Luiza Trajano, de 69 anos, para ser candidata à presidência da República pela sigla nas próximas eleições.

Luiza, que ficou conhecida como a proprietária da rede de lojas Magazine Luiza, é vista pela cúpula do partido de Lula como a alternativa capaz de dialogar com o povo e com os investidores.

"Precisamos nos reconectar com o empresariado que tem relação com o mercado interno e com o eleitor de centro, para formar maioria, ganhar e governar", disse o vice-presidente nacional do partido, Washington Quaquá. Segundo ele, Luiza Trajano compõem perfeitamente este perfil. "Acho uma super chapa: Haddad/Luiza Trajano."

A empresária, que nega que tenha sido procurada pelo partido e de que tenha pretensões políticas, também se destaca na representação de bandeiras progressistas, liderando, por exemplo, os movimentos “Mulheres pelo Brasil” e “Unidos pela Vacina”, além de ser uma árdua defensora do sistema de cotas raciais, pautas indigestas para a ala conservadora do atual governo.

‘Mercado interno’

As bandeiras de Luiza Trajano contra o racismo estrutural, em defesa das mulheres e pró-vacina conquistaram a simpatia de setores da esquerda que também buscam nomes para uma composição em 2022. Há no PT, por exemplo, quem considere a empresária uma ponte com o setor produtivo como foram José Alencar, vice-presidente de Lula, e seu filho, Josué.

Durante o governo Dilma, Luiza Trajano - que está à frente de uma das maiores empresas varejistas do País - foi uma conselheira e amiga da presidente, e defendeu publicamente a petista contra o movimento pelo impeachment.

Pelas redes sociais, a empresária afirmou que não é candidata e que não foi procurada por nenhum partido político até o momento. Sua atuação, porém, vem chamando atenção de siglas e causado debates entre atores políticos de diferentes matizes ideológicos.

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