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Embrapa flagra extração ilegal de madeira em área de pesquisa do Moju

Uma equipe da Embrapa Amazônia Oriental registrou imagens de tratores, ramais abertos no meio da mata, motosserras, guinchos e toras de madeira

10/05/2021 14h56
Por: Redação Integrada Fonte: João Thiago Dias / Com informações da Embrapa Amazônia Oriental
O crime ambiental se intensificou durante a pandemia, segundo a direção da Embrapa (Embrapa Amazônia Oriental)
O crime ambiental se intensificou durante a pandemia, segundo a direção da Embrapa (Embrapa Amazônia Oriental)

Umas das áreas de pesquisa da Embrapa Amazônia Oriental, no município do Moju, no nordeste paraense, está sendo sistematicamente invadida por grupos que realizam a extração ilegal de madeira. Segundo a Embrapa Amazônia Oriental, que é uma das unidades descentralizadas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o flagrante do crime ambiental foi feito na tarde da última quarta-feira (05), por uma de suas equipes.

A área é uma das últimas remanescentes de floresta nativa amazônica do nordeste paraense. No local, a Embrapa desenvolve pesquisas, há mais de 20 anos, sobre o crescimento da floresta amazônica. Os pesquisadores acompanham parcelas florestais permanentes para avaliar o crescimento e regeneração da vegetação.

O integrante da equipe que esteve no local registrou imagens de tratores, ramais abertos no meio da mata, motosserras, guinchos e toras de madeira. O crime ambiental se intensificou durante a pandemia, segundo a direção da Embrapa. Além disso, há um processo de ocupação da terra preparado para ocorrer após o transporte das madeiras.

A Embrapa Amazônia Oriental informou que já denunciou a situação a algumas instituições, como Polícia Federal e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Dano irreversível

A ação se caracteriza pela entrada de madeireiros ilegais que abrem ramais com tratores, extraem as árvores de valor mercadológico, retiram as toras com tratores e guinchos mecânicos, realizam um beneficiamento inicial para facilitar o transporte dessas madeiras que são armazenadas na beira dos ramais ou em clareiras abertas na mata.

A chefia da Embrapa Amazônia Oriental considerou irrecuperável o prejuízo ambiental, científico e social causado pelo crime. "A floresta remanescente na área tem valor inestimável para o meio ambiente e para a sociedade amazônica", informou, em nota.

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), se manifestou através de nota.

'Por meio da Operação Embrapa Moju, nesta quinta-feira (06), foram apreendidos um trator, um caminhão com aproximadamente 3 metros cúbicos de madeira serrada e uma motosserra. A ação contou com o efetivo de 04 fiscais da Semas, 04 policiais civis da Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal  (DEMAPA) e 04 Policias Militares do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). A Semas informa ainda que foram lavrados um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e um Termo de Declaração para Abertura de Inquérito.', informou.

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