Segunda, 14 de Junho de 2021 (94) 99153-9530
Política ATO CONTRA BOLSONARO

Protesto anti-Bolsonaro bloqueia avenida Paulista e vira grande aglomeração

A UNE organizou tendas de distribuição de máscaras PFF2, álcool em gel e instruções para evitar contaminações no protesto.

29/05/2021 18h25 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Integrada Fonte: Leonardo Martins e José Dacau/Do UOL, em São Paulo
São Paulo: Protesto contra Bolsonaro fecha a Paulista FOTO: UOL NOTÍCIAS
São Paulo: Protesto contra Bolsonaro fecha a Paulista FOTO: UOL NOTÍCIAS

O ato contra o governo Bolsonaro bloqueou no final da tarde de hoje os dois sentidos da avenida Paulista. Com adesão de milhares de pessoas, o protesto —que também aconteceu em ao menos 19 capitais— virou uma grande aglomeração, frustrando orientações de distanciamento social.

Os manifestantes pedem o impeachment de Jair Bolsonaro e mais vacinas contra a covid-19. Ao menos sete quarteirões da Paulista foram tomados por manifestantes, que se concentraram na altura do Masp. A via chegou a ser totalmente fechada da Consolação à alameda Campinas. No final da tarde, o carro de som seguiu rumo à Praça Roosevelt e, às 18h10, uma das pistas da Consolação foi bloqueada para a passagem dos manifestantes.

Liderados pela esquerda, protestos contra Bolsonaro reúnem manifestantes nas ruas. FOTO: VALOR ECONÔMICO

RELACIONADAS

Com aglomerações, protestos contra governo Bolsonaro atingem 19 capitais

Não vamos esperar sentados até 2022, diz Boulos em discurso durante ato

PM joga spray no rosto de vereadora do PT em ato contra Bolsonaro no Recife

Um homem usando uma bandana onde se lê “Fora Bolsonaro” segura uma placa que mostra um caixão com a bandeira brasileira onde se lê “Luto” durante um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em Belo Horizonte, Brasil, em 29 de maio de 2021. - AFP

A cada intervalo entre discursos de lideranças em um carro de som, os organizadores pedem para as pessoas se distanciarem, ajustarem a máscara e não colocar as mãos nos olhos. No entanto, ao longo de quarteirões próximos do Masp não havia distanciamento social.

As manifestações deste sábado (29) foram alvo de críticas de políticos da esquerda em razão do risco de aglomeração. Em discurso na Paulista, a presidente nacional do PT e deputada federal, Gleisi Hoffmann (PR), defendeu o ato —mesmo com aglomeração— e atacou Bolsonaro.

"Nós sabemos a crise que estamos vivendo, a situação crítica da pandemia. Está certo quem está aqui fazendo esse ato. Como também estão certos os companheiros e companheiras que não quiseram ou não puderam vir, mas estão nas suas casas mas redes sociais e janelas. Errado está Jair Bolsonaro."

As organizações estudantis UNE, Ubes e UJS e a frente Povo Sem Medo estão à frente do ato. Estudantes sustentavam cadeiras sobre as cabeças reivindicando mais verba para educação e aos gritos de "Fora Bolsonaro, genocida".

Distribuição de máscaras

A UNE organizou tendas de distribuição de máscaras PFF2, álcool em gel e instruções para evitar contaminações no protesto. No microfone, organizadores instruíam as pessoas a trocar máscaras de pano por modelos mais seguros, como a PFF2.

O vão do Masp estava fechado pela Polícia Militar de São Paulo, mas foi aberto pelos manifestantes assim que uma forte chuva caiu na Paulista.

"É uma virada no momento para a oposição ao Bolsonaro. Fizemos movimentos sociais porque sentimos esse clamor da população. As pessoas mantiveram as máscaras em outros atos e aqui não será diferente", disse o presidente da UNE, Iago Montalvão.

OAB e ouvidor da polícia

A manifestação é acompanhada por representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que estão mediando a relação entre a PM e os líderes manifestantes.

"Nosso objetivo é mediar, não fazemos parte da manifestação nem da força pública. Queremos evitar prisões, conflitos, a gente já aparece pra tentar abaixar a pressão. Ato muito tranquilo até o momento", disse o advogado Arnóbio Rocha, da comissão de Direitos Humanos da OAB.

O ouvidor das Polícias de São Paulo, Eliseu Soares Lopes, também acompanha a manifestação.

"No ano passado, pactuamos com a Secretaria da Segurança Pública de fazer uma mediação para que todas as manifestações fossem pacíficas. Os organizadores da manifestação estão organizados e combinaram a manifestação pacífica. Querem defender seu ponto de vista, é democrático", disse.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias