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Saúde VACINAÇÃO

Anvisa aprova importação controlada da Sputinik V e Covaxin

Autorização seria excepcional, temporária e com rigorosas restrições

05/06/2021 00h19
Por: Redação Integrada Fonte: Agência Brasil
Anvisa aprova importação controlada da Sputinik V e Covaxin - Crédito: Ilustrativa/Freepik
Anvisa aprova importação controlada da Sputinik V e Covaxin - Crédito: Ilustrativa/Freepik

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou por 4 votos a 1, nesta sexta, 4, a importação em caráter temporário e excepcional da vacina Sputnik V, da Rússia, e da vacina Covaxin, da Índia, contra o coronavírus. Mas, de acordo com o colegiado, a provação requer restrições para o uso de ambos os imunizantes no país. De acordo com a Anvisa, grávidas, pessoas com doenças crônicas não controladas, com HIV e com histórico de anafilaxia pós-vacinação não podem tomar o imunizante.

Em um momento anterior, o órgão rejeitou a importação dos dois imunizantes, porém, passou a discutir a possibilidade de aprovar o uso da Sputnik V diante da pressão sofrida pelos governadores do Nordeste, que chegaram a fazer acordos com a Rússia para mais de 67 milhões de doses do imunizante.

O Ministério da Saúde já reservou mais de 20 milhões de doses da Covaxin e aguarda a autorização da Anvisa para importar as doses.

Votação

Pelo voto do relator, a importação deverá ser restrita ao total de doses referente a 1% da população, e a aplicação deverá ser destinada a maiores de 18 anos e menores de 60 anos. O uso por gestantes e pessoas com comorbidades não foi recomendado.

Além disso, a Anvisa deverá ser comunicada sobre eventuais eventos adversos nas pessoas que forem imunizadas. Somente poderão ser utilizadas vacinas oriundas de fábricas inspecionadas pela agência.

O caso é analisado em reunião da diretoria colegiada da agência para analisar pedidos dos estados da Bahia, de Sergipe, do Maranhão, de Pernambuco, do Ceará e do Piaui para importação 37 milhões de doses da Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. A compra de 20 milhões de doses da Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, foi feita pelo governo federal.

Campos disse que após a negativa da Anvisa para uso da Covaxin, as pendências sobre as etapas de boas práticas na produção foram resolvidas. No caso da Sputnik V, após a decisão que rejeitou a importação , passou-se a admitir o uso do imunizante, mas com várias condicionantes, a partir da nova documentação apresentada por diversos governadores.

Novas cepas

Para o relator, diante do surgimento de novas cepas e o agravamento da pandemia, a Anvisa deve promover a proteção da saúde da população, mitigando os riscos de segurança, eficácia e qualidade dos imunizantes.

“O contexto sanitário que nosso país atravessa nos põe diante da necessidade de viabilizar o maior número de vacinas e medicamentos. Todo esforço se volta ao propósito de amenizar o sofrimento da população, abrandar angústias dos gestores públicos e combater o esgotamento de nossos profissionais de saúde”, afirmou.

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