Quinta, 28 de Outubro de 2021
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Xinguara ANO LETIVO

Xinguara: Com servidores vacinados aulas presenciais terão início em agosto

Mas, o sindicato dos professores contesta alguns pontos do calendário letivo

01/07/2021 às 15h16 Atualizada em 01/07/2021 às 18h44
Por: Redação Integrada Fonte: Portal Manancial
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Imagem do início das atividades escolares em 2020. Foto: Ascom/Prefeitura de Xinguara
Imagem do início das atividades escolares em 2020. Foto: Ascom/Prefeitura de Xinguara

O calendário letivo e a volta as aulas presenciais em Xinguara voltou a ser discutido durante a Assembleia Geral Extraordinária, realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará/Xinguara, nesta quarta-feira, 30 de junho. A previsão da Secretaria Municipal de Educação e Cultura-SEMEC é iniciar as aulas presenciais no próximo mês de agosto, mas a categoria pretende realizar outra assembleia, dessa vez com a presença do prefeito, do Conselho e do Sistema Municipal de Educação e do próprio secretário de Educação.

Sobre o ano letivo a secretaria garante que as escolas equipadas para receber os estudantes, e que os servidores da educação já estão vacinados.

Mas, ainda há um impasse para que a previsão da SEMEC se concretize. Na assembleia realizada pelo sindicato da categoria, muito se falou sobre o calendário letivo de 2021, que regulamenta 6 horas de aula, sendo distribuídas em horas aulas de 40 minutos. Segundo a proposta da SEMEC a partir de agosto será trabalhado 4 horas presenciais e 2 horas virtuais

O Sintepp se queixa que o governo municipal não quer remunerar os professores pelas horas letivas excedentes de sua carga horária de lotação, e que por isso, “fica difícil os professores (as) atenderem e cumprir o calendário aprovado pelo Conselho Municipal de Educação”.

Professora Maria Reis, coordenadora do Sintepp/Xinguara. Foto: Arquivo Manancial (2017)

No inicio do ano o governo ofertou a licença premio à categoria, mas os professores só começaram a trabalhar em março. Segundo a coordenadora sindical, professora Maria Reis, a SEMEC informou que não vai pagar a diferença salarial alegando que os professores já recebem por essas aulas ministradas. “Diante disso, nosso entendimento é que a secretaria de Educação quer que os professores paguem pela licença premio coletiva em que gozou no inicio do ano”.

Outro ponto discordante é quando a secretaria diz que o período de recuperação no final do ano será de 20 a 29 de dezembro, folgando nos dias 25, 30, 31 e 1º de janeiro 2022.  “Essas coisas só estão acontecendo por falta de planejamento municipal”, disse Maria Reis.

Enquanto isso, a assembleia desta quarta-feira, tirou encaminhamentos na tentativa de por fim ao impasse, e nesse sentido propõe nova assembleia, dessa vez com a presença dos principais atores como o prefeito Moacir Pires, Conselho de Educação, Sistema Municipal de Educação e o próprio secretário de Educação.

Secretário de Educação, professor Genival Fernandes. Foto: Ascom/PMX 2020

Outro lado

Ouvido pela reportagem o secretário municipal de Educação, professor Genival Fernandes, informou que o calendário escolar deste ano está mantido e que as aulas presenciais terão inicio em agosto.

Sobre o entendimento de que a Semec poderia está querendo cobrar dos professores o pagamento da licença premio, Genival discorda e contou que no inicio do ano o governo fez proposta para a categoria e a grande maioria teria assinado um documento concordando com tudo. “Nós apresentamos a proposta e a maioria assinou sem qualquer tipo de pressão de nossa parte”, concluiu.

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