Quinta, 28 de Outubro de 2021
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Cidades OPERAÇÃO SAMAÚMA

Militares montam estratégia para ação de combate a crimes ambientais no Pará

Foram montadas bases de operações, com patrulhamentos terrestres e aéreos, diários e até imagens de satélite.

13/07/2021 às 23h50 Atualizada em 14/07/2021 às 00h29
Por: Redação Integrada Fonte: Com Assessoria de Comunicação do Exército
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Militares em deslocamento atravessam rio Xingu rumo a floresta amazônica. Foto: Reprodução Portal manancial.
Militares em deslocamento atravessam rio Xingu rumo a floresta amazônica. Foto: Reprodução Portal manancial.

Em parceria com agências ambientais, militares das Forças Armadas atuam na prevenção e na repressão a crimes ambientais em terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental, em áreas de propriedade ou sob posse da União. Os militares ficarão até o dia 31 de agosto na floresta.

São mais de 1.500 militares do 52º Batalhão de Infantaria de Selva (52.º BIS) da 23ª Brigada sob a coordenação do Comando Conjunto Norte (CCjN), sediado em Belém, formado pelo Comando Militar do Norte, 4º Distrito Naval e Comando Aéreo Norte, e agentes dos órgãos e agências de proteção ambiental e de segurança pública trabalham em conjunto para conter o avanço dos crimes na floresta.

O foco da força tarefa são os municípios de Altamira, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, São Félix do Xingu e Trairão e, mediante requerimento do Governador, em outros sítios do Estado do Pará.

A Operação Samaúma consiste no emprego das Forças Armadas e dos órgãos e agências envolvidas em ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, em especial o desmatamento ilegal, em terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental, em áreas de propriedade ou sob posse da União.

Vice-presidente Hamilton Mourão e ministros, demais autoridades de órgãos integrantes do Grupo Gestor do CENSIPAM, na reunião do dia 6 de julho. Foto: Ministério da Defesa

Meios

Foram montadas bases de operações, de onde os militares e os agentes partem para a realização de patrulhamentos terrestres e aéreos diários para o vasculhamento da área e para o estabelecimento de postos de bloqueio nas estradas e nos rios na área de operações.

Para otimização dos trabalhos, são empregadas aeronaves como o R-99, projetada para realizar reconhecimentos aéreos, o Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP), com ferramenta de identificação termal e imagens produzidas por satélite. Essas tecnologias visam à identificação precisa dos locais de ocorrência dos delitos ambientais, visando à pronta reação do emprego dos helicópteros do Marinha, do Exército e da FAB.   

Militares do 52º BIS e 23ª Brigada em deslocamento para o município de São Félix do Xingu (vídeo produzido pela Assessoria de Comunicação do EB)

Garantia da lei

A importância da Operação Samaúma de combate a crimes ambientais, foi discutida e determinada na reunião do dia 6 de julho no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), em Brasília.  O Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, esteve no evento, ao lado do Vice-Presidente da República e Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), Antonio Hamilton Martins Mourão.

Homenagem

O nome da Operação homenageia a maior árvore da floresta conhecida como rainha da Amazônia, que guarda e distribui água para outras espécies e também pode ser chamada de mafumeira, sumaúma e kapok. A Samaúma ou Sumaúma destaca-se por sua altura, que pode alcançar 70 metros, e por uma copa que se projeta acima das demais.

 

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