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PF investiga vazamento de informações de dentro da instituição no Pará

A operação tem participação de 35 policiais federais e cumpre mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Marabá, no Pará.

14/07/2021 11h03 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Integrada Fonte: Polícia Federal/Pa
PF investiga servidor paraense suspeito de fornecer informações sobre operação (Foto/Divulgação/PF).
PF investiga servidor paraense suspeito de fornecer informações sobre operação (Foto/Divulgação/PF).

A operação ‘Mapinguari’ foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 14, nos municípios de Belém, Parauapenas e Marabá, além da cidade Goianésia, no Estado de Goiás. Um servidor público de dentro da Polícia Federal do Pará foi detido suspeito de vazar informações sobre uma operação realizada pela instituição no ano de 2018.

A investigação, conforme a PF, trata-se especificamente da violação de sigilo funcional ocorrida durante o desencadeamento da Operação Migrador, trabalho investigativo conduzido na época pela Polícia Federal de Marabá cujo objetivo era apurar atuação de organização criminosa dedicada à exploração ilegal de minério de manganês.

 Dinheiro encontrado na casa de um dos investigados. A PF ainda deve informar o valor apreendido (Foto: Divulgação/PF)

O vazamento prejudicou a investigação, já que parte dos investigados tiveram conhecimento antecipado da ação policial, acarretando a não localização de alguns alvos no dia da deflagração da operação.

A operação realizada nesta quarta-feira alcança, além do próprio servidor público, outros seis empresários ligados à exploração ilegal de manganês do sudeste do Pará, que tiveram acesso indevido às informações na época da Operação Migrador.

Além do servidor, outros seis empresários são investigados. (Foto: Divulgação/PF)

A operação tem participação de 35 policiais federais e cumpre mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Marabá, no Pará. Houve também a decretação do afastamento das funções do agente público investigado.

Reprodução (Polícia Federal)

Os crimes investigados são de violação de sigilo funcional, corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa. O nome da operação faz alusão à figura lendária protetora da floresta amazônica.

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