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Política FUNDO PARTIDÁRIO

Máscara começa a cair, diz Ramos após Bolsonaro mudar discurso sobre fundão

Desde que a LDO com aumento de recursos para o fundo eleitoral foi aprovada no Congresso, Bolsonaro e Marcelo Ramos têm mantido embates públicos sobre responsabilidades.

26/07/2021 às 16h30
Por: Redação Integrada Fonte: Do UOL, em São Paulo
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Bolsonaro e Ramos têm mantido embates públicos desde que o Congresso aprovou um fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões. Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Bolsonaro e Ramos têm mantido embates públicos desde que o Congresso aprovou um fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões. Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mudar o discurso que vinha mantendo sobre o fundo eleitoral, o vice-presidente da Câmara, deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), disse, em tuíte, que "a verdade sempre aparece".

"Bolsonaro quer mais que dobrar o valor do fundo eleitoral, que hoje é de R$ 1,7 bilhões, e ele quer passar para R$ 4 bilhões. A máscara de quem sempre quis aumentar o fundo eleitoral começa a cair!", comentou Ramos.

Hoje mais cedo, Bolsonaro, em conversa com apoiadores, disse que deve apenas vetar um valor "extra" de R$ 2 bilhões do fundo eleitoral, reserva que deve ser destinada para o financiamento de campanhas eleitorais no pleito de 2022.

O aumento do fundo eleitoral para R$ 5,7 bilhões foi aprovado pelo Congresso Nacional em meados deste mês, antes do recesso parlamentar, dentro da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2022.

Na última terça-feira (20), também no Twitter, Ramos já havia dito que Bolsonaro estava "armando um acordão" para, ao invés de sancionar os R$ 5,7 bilhões, estabelecer um montante menor, de R$ 4 bilhões, para o fundão.

Troca de farpas sobre o fundão

Desde que a LDO com aumento de recursos para o fundo eleitoral foi aprovada no Congresso, Bolsonaro e Marcelo Ramos têm mantido embates públicos sobre responsabilidades.

Em meio aos pedidos de apoiadores de Bolsonaro para que o presidente vetasse a ampliação do fundão, Ramos disse que o chefe do Executivo não poderia sancionar apenas uma parte dos recursos ampliados. "Ou sanciona ou veta", afirmou.

Logo após receber alta do hospital em que permaneceu internado para tratar uma obstrução intestinal, Bolsonaro criticou Ramos, que presidiu a sessão que aprovou a LDO, dizendo que o vice-presidente da Câmara impediu uma votação separada do aumento do fundão.

Em seguida, Ramos, em entrevista ao UOL News, programa do Canal UOL, acusou Bolsonaro de querer terceirizar responsabilidades para não vetar o fundão. "Só presidi a sessão. Quem votou a favor foram os filhos dele, tanto na Câmara como no Senado", afirmou.

As criticas públicas se seguiram, com Bolsonaro chamando Ramos de "insignificante", que retrucou dizendo que o presidente estava visando proteger os filhos, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) e senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), que votaram a favor da LDO.

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