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Economia ECONOMIA

Pecuária de corte avança na contramão da crise econômica

No cenário estadual, o Pará apresenta o quarto maior rebanho bovino do país, com 21,8 milhões de cabeças, e o primeiro bubalino com 556 mil animais, conforme dados da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará)

22/10/2021 às 21h22
Por: Redação Integrada Fonte: Portal Roma News
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O pecuarista Magleano Carvalho administra fazendas no sudeste do Pará - Crédito: Divulgação
O pecuarista Magleano Carvalho administra fazendas no sudeste do Pará - Crédito: Divulgação

Na contramão da crise econômica em função da pandemia da covid-19, a pecuária de corte, atividade destinada à criação de animais com o objetivo de produzir carne para o consumo humano, segue em alta. Em 2020, o Brasil se consolidou como o maior exportador de carne bovina com 2,2 milhões de toneladas, ocupando 14,4% do mercado internacional e o primeiro lugar da lista, segundo estudo elaborado pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), sobre as exportações do país nas últimas duas décadas.

No cenário estadual, o Pará apresenta o quarto maior rebanho bovino do país, com 21,8 milhões de cabeças, e o primeiro bubalino com 556 mil animais, conforme dados da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). Além disso, o estado caminha para a suspensão da vacina contra febre aftosa, seguindo as diretrizes do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa).

Fonte: Rubens Ferreira / Foto de Boi

O crescimento do setor no território paraense reflete a dedicação e o esforço de diversos agentes, dentre eles, os produtores que desenvolvem a atividade. É o caso do pecuarista Magleano Baesse Carvalho, proprietário de fazendas nos municípios de Eldorado do Carajás e Parauapebas, no Sudeste paraense. Para conseguir o sucesso na pecuária de corte, Magleano buscou apoio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), por meio do Banco da Amazônia (Basa). A linha de crédito possibilita aos mini, micro e pequenos produtores e empresários, o acesso a uma fonte permanente e estável de financiamentos de longo prazo, com encargos diferenciados, resultando no crescimento de postos de trabalho e da geração de renda.

Cliente há dez anos, Magleano acredita que a parceria entre os produtores e a instituição financeira garante crescimento dos negócios. "Sou cliente desde agosto de 2000, 98% da minha movimentação bancária é no Banco da Amazônia. Em dezembro de 2003 fiz o primeiro FNO e de lá pra cá, já fiz mais de dez operações. A parceria com o banco é de muita prosperidade, muito gratificante. Antecipar o crescimento financeiro em duas décadas é prosperidade na certa. Assim, tudo fica mais fácil para trabalhar nas propriedades. Quero indicar para todos os produtores, do pequeno ao grande, para o seu crescimento e prosperidade", assegura o pecuarista.

O banco financia infraestrutura com cercas, reforma de pastos, aquisição de máquinas e de animais. Na prática, o limite de crédito é oferecido como solução rápida e eficaz, que se adequa à necessidade do empreendimento. Os registros do Basa revelam que apenas em Marabá, no Sul do Pará, onde está localizada uma das superintendências da instituição, já foram aplicados mais de R$ 1 bilhão, em 2.358 operações com ticket médio de R$ 456 mil. O investimento se aplica a 60 municípios paraenses e envolve 16 agências do banco. "Somos o principal agente de fomento da região, gerando emprego e renda, associando-se ao desenvolvimento sustentável, pois são todos empreendimentos regulares os que são apoiados pelo banco", explica o superintendente regional do Basa no Sul do Pará, Vanderlei dos Santos.

Mais que financiar projetos, o apoio representa um incentivo à economia do estado e um aliado ao desenvolvimento do meio ambiente com responsabilidade.

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