Quinta, 02 de Dezembro de 2021
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Política DIVISÃO DO PARÁ

Plebiscito que divide o estado do Pará para criação do Tapajós é adiado novamente; entenda

Esse projeto da criação do estado do Tapajós, estabelece que a nova unidade federativa terá 43,15% (área de 538,049 mil km²) do território do Pará.

25/11/2021 às 07h07 Atualizada em 25/11/2021 às 07h48
Por: Redação Integrada Fonte: Com informações do Correio Braziliense e G1
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Santarém, no oeste do Pará, é uma das principais cidades dentro do projeto de criação do Estado do Tapajós — Foto: Agência Santarém/Divulgação
Santarém, no oeste do Pará, é uma das principais cidades dentro do projeto de criação do Estado do Tapajós — Foto: Agência Santarém/Divulgação

Nesta quarta-feira, 24, a votação do projeto sobre a criação do estado do Tapajós foi adiada novamente. O motivo desse adiamento se dá pelas discussões em torno da PEC do Precatórios e da sabatina de André Mendonça, indicado para o Supremo Tribunal Federal, que derrubaram a pauta.

Esse projeto da criação do estado do Tapajós, estabelece que a nova unidade federativa terá 43,15% (área de 538,049 mil km²) do território do Pará. Com isso, o  estado de Tapajós teria cerca de dois milhões de habitantes (15% da população do Pará), 11% do Produto Interno Bruto (PIB) do atual estado, que seria de quase R$ 6,5 bilhões, oito deputados federais e 24 estaduais e, inicialmente, 24 municípios, situados a oeste do estado atual, entre eles, Santarém que se tornaria a capital de estado, segundo o texto.

Além de Santarém, prevista para ser a capital, fariam parte do novo estado os municípios de Alenquer, Almeirim, Aveiro, Belterra, Brasil Novo, Curuá, Faro, Itaituba, Jacareacanga, Juruti, Medicilândia, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Novo Progresso, Óbidos, Oriximiná, Placas, Prainha, Rurópolis, Terra Santa, Trairão e Uruará.

1. Por que dividir o estado?

A disputa sobre a divisão do estado começou efetivamente como projeto ainda nos anos 1990, para a formação de mais dois estados: Tapajós e Carajás.

Em 2011, foi realizado o primeiro plebiscito sobre o tema, mas 66,08% rejeitaram a criação do estado de Tapajós e 66,59% disseram "não" para a criação do estado de Carajás.

Crédito: João Ramid

Em plebiscito, eleitores do Pará rejeitam divisão do estado

Governador do Pará diz que projeto sobre a criação do Estado de Tapajós é 'inadequado'

Em 2019, foi iniciado um novo processo para ouvir a população, mas com intuito de criar apenas o estado de Tapajós. Segundo o presidente do Instituto Cidadão Pró Estado do Tapajós (ICPet), Jean Carlos Leitão, a região oeste do Pará recebe poucos investimentos.

Apesar da contabilização dos votos do estado mostrar que 66,08% dos paraenses rejeitaram a proposta de dividir o território em três estados em 2011, as regiões onde seriam os estados Tapajós e Carajás indicaram a divisão, tendo expressiva votação pelo "sim" nas cidades de Santarém e Marabá, respectivas capitais dos novos estados.

Já em Belém o cenário foi diferente, tendo o "não" como maioria dos votos para o desmembramento do Pará.

2. O que diz quem é contrário à proposta?

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), é um dos principais representantes do grupo que é contra a proposta de dividir o estado. Para ele, o projeto é "inadequado", já que o estado está mais unido do que nunca e que "é possível governar para todos".

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Helder afirmou que pediu ao pai, o senador Jader Barbalho, que pedisse vistas ao projeto, o qual foi classificado como "inadequado" e "extemporâneo".

Helder Barbalho se pronuncia sobre projeto de plebiscito para criação do Tapajós

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Helder afirmou que pediu ao pai, o senador Jader Barbalho, que pedisse vistas ao projeto, o qual foi classificado como "inadequado" e "extemporâneo".

À época das discussões em 2011, para criação dos estados Tapajós e Carajás, o que já não é discutido atualmente, o então deputado estadual Celso Sabino (na época, do PSDB; hoje do PSL) argumentou que o desenho dos novos estados foi uma decisão puramente política, que não levou em conta "estudos antropológicos sobre o anseio da população".

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