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Política POLÍTICA

Helder, Jatene e Zequinha devem se enfrentar na corrida ao governo em 2022

Os três caciques deverão disputar a cadeira mais cobiçada do Palácio Lauro Sodré, dia 2 de outubro de 2022.

30/12/2021 às 10h15
Por: Redação Integrada Fonte: (Pedro Souza)| DEBATE CARAJÁS
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Foto: Divulgação
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Os apoiadores de Helder Barbalho (MDB) cantam em “prosa e verso” que as eleições de 2022 já estão definidas, porque o atual governador, segundo seus asseclas, não possui oposição no estado do Pará. O Barbalho estaria navegando em “céu de brigadeiro” à espera apenas da chegada do dia 2 de outubro de 2022 para ser reconduzido ao Palácio Lauro Sodré.

No entanto, o ex-governador Simão Jatene (sem partido) começou a dar sinais de que vai sair candidato a governador em 2022. O “ex tucano” estaria reorganizando o mesmo grupo político que derrotou o atual governador nas eleições de 2014. Na época, Jatene venceu a disputa eleitoral com 1.858.869 votos (51,92%) dos votos válidos e Helder Barbalho teve 1.721.479 votos (48,08%) dos votos úteis.

Aumento da concorrência

De olho no eleitorado conservador e bolsonarista do Pará, o senador, Zequinha Marinho, anunciou no dia 22 de dezembro de 2021, sua saída do PSC, partido pelo qual foi eleito em 2018, para se juntar ao presidente Jair Bolsonaro, no Partido Liberal (PL). O senador já foi eleito vice-governador, na chapa com Simão Jatene, em 2014, e sabe o “caminho das pedras”.

Segundo turno

A candidatura de Simão Jatene provoca um estrago danado nos planos de Helder e seus correligionários, porque o ex-governador ainda possui muitos votos “adormecidos” no Pará. Para se ter uma ideia, caso Jatene venha a ser candidato, o atual prefeito de Marabá, Tião Miranda (PSD), aliado de primeira hora do “ex tucano”, não deverá mover uma palha para reeleger Helder Barbalho.

Já a base eleitoral de Zequinha Marinho é formada, em sua maioria, pelas regiões sul e sudeste do Pará. O pastor deverá receber um grande apoio de Bolsonaro, empresários, pecuaristas e de grupos evangélicos. Se em um eventual 2º turno, houver a junção do eleitorado de Simão Jatene e Zequinha Marinho, o caldo poderá engrossar para as bandas do atual governador do Pará.

Durante a pandemia, o governo Helder Barbalho ocupou as páginas policiais por vários meses. Ele sofreu busca e apreensão (Polícia Federal e Ministério Público) e teve secretários de governo presos, sob suspeita de “condutas delituosas”, na compra de respiradores e outras práticas criminosas. O governador foi salvo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para não depor na “CPI da Covid-19”.

Em janeiro de 2021, a Polícia Federal (PF) pediu ao STJ autorização para indiciar o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) e outras sete pessoas, entre elas o ex-secretário de Saúde do estado, Alberto Beltrame, no âmbito da Operação Para Bellum, suspeitos de desviar R$ 25 milhões da área da saúde. Como a partir de 1º de janeiro de 2022 entraremos no chamado “ano eleitoral”, os processos de Helder na Justiça deverão se “movimentar”.

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