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Decisão histórica: PM expulsa cabo que matou cachorro com 2 tiros

O cão conhecido por Lobinho era considerado dócil pelos moradores e a morte dele, de maneira covarde, foi criticada em páginas das redes sociais

09/01/2022 às 18h48
Por: Redação Integrada Fonte: Com Portal Debate Carajás/Ver-O-Fato
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O cão conhecido por Lobinho era considerado dócil pelos moradores e a morte dele, de maneira covarde, foi criticada em páginas das redes sociais
O cão conhecido por Lobinho era considerado dócil pelos moradores e a morte dele, de maneira covarde, foi criticada em páginas das redes sociais

O cabo da Polícia Militar, Luiz Augusto de Almeida da Silva, lotado na Companhia Independente de Policiamento Turístico, foi expulso da corporação a “bem da disciplina”. Ele atirou e matou um cachorro na manhã do Natal de 2020, na frente de um condomínio na Travessa Angustura, no bairro da Pedreira, em Belém.

A decisão é tratada como histórica pelos defensores da causa animal. Ela foi publicada em boletim da PM, no último dia 6 (veja, acima). Segundo informações, o militar teria disparado dois tiros de forma gratuita contra o animal que estava na calçada. Testemunhas dizem que ele ainda perguntou se o pequeno Lobinho, como era chamado o cachorro, tinha dono.

A morte do cão, que era considerado dócil pelos moradores, revoltou muita gente nas redes sociais, criticando a atitude do policial militar. Ele deve recorrer à Justiça Militar contra a expulsão da PM.

Lobinho era considerado dócil pelos moradores

A página do abrigo Au Family destacou a decisão dizendo que o ano começa com justiça sendo feita. O abrigo espera que essa punição “sirva de exemplo para todos que cometem crime de maus-tratos os animais”.

A decisão foi postada nas redes sociais da PM.

Na postagem, os comentários dos internautas comemoravam a decisão. “Felicidade define, Justiça sendo feita!!!”, “Perfeito, zero comportamento para portar uma arma, um perigo pra população ele como PM”, escreveram os internautas defensores da causa animal.

Na época, o cabo Luiz Almeida se apresentou na Delegacia Polícia Civil. A defesa alegou que o militar agiu depois que ele e o pai foram atacados pelo cão. O caso deverá parar nos tribunais de Justiça do Estado do Pará. A maioria dos comentários parabenizaram a corporação, mas outras pessoas consideraram a expulsão um excesso do Comando da Polícia Militar do Pará. 

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