Domingo, 26 de Junho de 2022
Xinguara NA BASE DA PRESSÃO!

Novo piso salarial dos professores e a luta com os prefeitos pelo cumprimento da lei

O reajuste de 33,24% é a maior correção salarial concedida aos professores desde o surgimento da Lei do Piso, em 2008.

06/04/2022 às 10h33 Atualizada em 06/04/2022 às 11h22
Por: Redação Integrada Fonte: Jornal Manancial
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Crédito: Divulgação
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Evidentemente que nossos professores deveriam ser melhores valorizados, principalmente pela classe política de um modo geral. Todos passaram por uma sala de aula e quando tem em mãos o poder da caneta para melhorar o salario dessa categoria, a grande maioria luta contra os direitos conquistados. É uma grande vergonha!

Nos últimos dias vimos a luta árdua dos professores com gestões municipais no que tange ao piso salarial que é de 33,24%, estabelecido pela lei 11.738, de 16 de junho de 2008. Não necessitava sequer, de desgastes entre executivo e o sindicato da categoria, bastava ter dialogo aberto e responsável. E não é só Bannach, há vários municípios que estão nesse embate de negociação.

Em Bannach, por exemplo, os professores tiveram que ameaçar entrar em greve e posteriormente o executivo ainda publicou um vídeo que alguns entenderam que era uma tentativa de jogar a população contra os professores.

Vimos matérias recentes em vários veículos de comunicação sobre esse fato em Bannach. Os professores querendo dialogo para evitar uma paralização. E a embromação foi tamanha que chegou ser preciso usar os meios de comunicação para pressionar o executivo a encontrar uma solução rápida.

O Sintepp daquele município informou que a prefeitura havia feito uma proposta de apenas 10,16% de reajuste e uma possível renegociação para o mês de agosto, o que não foi aceita. Por ultimo o executivo melhorou sua proposta de aumento para 15% para esse pagamento e de acordo com o repasse, aumentando progressivamente.

Como eu disse, não precisava tanto desgaste para resolver a situação de direito da categoria, mas infelizmente ainda há os que não respeitam os professores (as), não respeitam os alunos e nem mesmo os pais dos alunos. Tais políticos esquecem que numa eventual paralização, todos serão prejudicados.

Só para lembrar que o piso nacional da categoria é o valor mínimo que deve ser pago aos professores do magistério público da educação básica, em início de carreira, para a jornada de no máximo 40 horas semanais. A Lei 11.738 de 2008, que institui o piso, estabelece que os reajustes devem ocorrer a cada ano, em janeiro.

O Presidente da República, Jair Bolsonaro poderia conceder o reajuste mínimo de 7% e o máximo de 33,24% e, finalmente decidiu pelo reajuste de 33,24% que é considerada a maior correção salarial concedida à categoria desde o surgimento da Lei do Piso, em 2008.

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